Piaui em Pauta

Quase um ano após estupro coletivo no PI, exame com DNA de suspeitos será refeito.

Publicada em 02 de Maio de 2017 às 21h05


Depois de quase um ano, quatro adolescentes suspeitos de embriagar e estuprar uma garota de 17 anos em Bom Jesus, no Sul do Piau?, dever?o refazer exames de DNA porque a forma como o material foi coletado n?o era adequada. A informa??o ? do delegado Aldely Fontineli, respons?vel pelo caso. O caso j? foi julgado pela Justi?a, mas segue sem senten?a por conta da falta do exame.
Segundo den?ncia do Minist?rio P?blico, no dia 21 de maio do ano passado, uma jovem de 17 anos foi encontrada em uma obra abandonada em Bom Jesus, amarrada e amorda?ada com a pr?pria calcinha. Ela relatou que teria sido conduzida ao local e violentada por cinco rapazes. Quatro adolescentes foram apreendidos e um rapaz de 18 anos preso por suspeita de participa??o no crime. No entanto, ap?s decis?o judicial os menores foram liberados.
O delegado explicou ao G1 que o laborat?rio respons?vel pelas an?lises, no estado da Para?ba, n?o utiliza sangue dos suspeitos durante sua investiga??o, procedimento este que foi realizado pelos peritos de Bom Jesus.
“Quando mandamos as amostras, eles se recusaram a fazer o procedimento porque eles usam a mucosa bucal. Desta forma, nesta semana um perito se deslocar? ao Instituto M?dico Legal em Teresina para pegar o material usado nesta nova coleta”, informou o delegado.

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Aldely Fontineli comentou ainda que todo este vai e vem de amostras n?o seria necess?rio se no Piau? houvesse um laborat?rio que realizasse exames de DNA.
“Como n?o sab?amos a forma que o exame era feito na Para?ba, fizemos da maneira que acreditamos ser correta, mas o laborat?rio utiliza outro m?todo. ? dif?cil trabalhar assim, j? que numa investiga??o temos a materialidade do crime, mas necessitados da comprova??o da autoria para elucidar uma investiga??o. Tudo isso seria evitado se em nosso estado houvesse um laborat?rio que fizesse exames de DNA”, reclamou.

Os suspeitos do estupro coletivo em Bom Jesus j? foram ouvidos pelo delegado e pelo promotor de justi?a. Tamb?m j? ouve a audi?ncia de representa??o e o caso depende exclusivamente do resultado deste exame de DNA para que a senten?a seja dada.
No entanto, com este novo fato o processo levar? mais tempo para ser conclu?do. “Toda esta demora prejudica n?o s? a conclus?o do inqu?rito, mas traz preju?zos ? vida dos envolvidos porque ainda s?o apontados na rua como autores de um crime que n?o cometeram”, relatou o advogado Os?rio Barros, que faz a defesa dos adolescentes.
Sobre a jovem envolvida no caso, o delegado informou que a menina abandonou a cidade e foi morar com m?e em Bras?lia. Ainda segundo ele, em conversa com familiares da mo?a, ela est? fazendo acompanhando psicol?gico e tentar levar uma vida normal, mesmo com todo trauma.
Tags: Quase um ano após - Depois de quase um

Fonte: globo  |  Publicado por: Claudete Miranda
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