Publicada em 21 de Março de 2016 às 14h56
Estudantes do Centro de Ciências da Saúde (CCS) durante ação educativa com a população do município de Paquetá do Piauí (Foto:Ascom Uespi)
A Universidade Estadual do Piau? (Uespi), em parceria com a Secretaria de Estado da Sa?de (Sesapi), por meio da Coordena??o de Resid?ncia Multiprofissional da Sa?de da Fam?lia e Comunidade, levaram servi?os de sa?de para mais de 200 pessoas nas comunidades quilombolas Custaneira e Tronco, em Paquet?, munic?pio a 256km de Teresina. Participaram do atendimento moradores das comunidades de Mutamba, Canabrava, Atr?s da Serra, Lagoa Grande, Chapada e Ponta do Morro. Os atendimentos multiprofissionais ocorreram nos dias 18 e 19 deste m?s.
Dezesseis profissionais residentes das ?reas de Odontologia, Educa??o F?sica, Servi?o Social, Enfermagem, Fisioterapia, Nutri??o e Psicologia foram coordenados pelo tutor da Resid?ncia Multiprofissional da Sa?de da Fam?lia e Comunidade, Vin?cius Oliveira e pela diretora do CCS/Facime, Andr?a Lima. Tamb?m esteve presente o pr?-reitor adjunto da Pr?-reitoria de Ensino e Gradua??o (Preg), Paulo Henrique Pinheiro, e o diretor da Uespi/Picos, Evandro Alberto. O grupo desenvolveu atividades de dan?a, pintura, educa??o em sa?de bucal e sexual, al?m de testes r?pidos para s?filis, hepatite e HIV.
Segundo Vin?cius Oliveira, a a??o, realizada pela primeira vez fora de Teresina, deve ter continuidade. “Esperamos criar um v?nculo com esta comunidade para que mais a?es importantes como esta sejam realizadas aqui”, afirmou.
Arnaldo de Lima, coordenador estadual das comunidades quilombolas e natural da Custaneira e Tronco, falou sobre a import?ncia de abra?ar causas como essa: “Temos trabalhado com ervas aqui, mas sabemos que n?o ? suficiente. Este projeto s? nos fortalece em rela??o ? sa?de do nosso povo. Precisamos prezar pela qualidade de vida da nossa popula??o”, explicou.
Intera??o com a comunidade Nelson Muniz, membro da Coordena??o de Doen?as Transmiss?veis e do Programa Estadual de DST/AIDS, falou sobre a troca de experi?ncias com os integrantes das comunidades quilombolas: “os saberes populares s?o imprescind?veis, n?o viemos somente para ensinar, mas tamb?m para aprender com a cultura desse povo, que ? riqu?ssima”,afirmou.
Na noite da sexta-feira, ap?s as atividades, houve uma roda de leseira (dan?a t?pica de quilombolas) que proporcionou maior intera??o entre os moradores e? gestores, residentes e preceptores que visitavam a regi?o. “Com essa importante a??o a Uespi marca de vez seu papel de articular a academia com a comunidade, levando e absorvendo conhecimento em um processo de retroalimenta??o cont?nua na forma??o t?cnica de qualidade e, principalmente, humanizados para a atividade profissional que realizam”, destacou Paulo Henrique Pinheiro.