Sem? previs?o para o retorno do pagamento da insalubridade, os servidores da sa?de p?blica municipal continuam em greve em Teresina. O movimento j? dura 24 dias. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), os atendimentos mais comprometidos s?o de inspe??o sanit?ria, sa?de mental, consultas do Programa Sa?de da Fam?lia (PSF) e atendimento administrativo nos hospitais.
"O principal motivo da greve foi a retirada do benef?cio, mas a ades?o do movimento deve aumentar a medida que a prefeitura n?o der resposta a respeito do reajuste anual, que ? previsto por lei. Desde que iniciamos a greve em abril, a FMS [Funda??o Municipal de Sa?de] n?o abriu canal de negocia??o", declarou Sin?sio Soares, presidente do Sindserm.
Conforme o sindicato, cerca de tr?s mil servidores tiveram corte de insalubridade sem aviso pr?vio. Com a greve, as Unidades B?sicas de Sa?de (UBS), Centros de Assist?ncia Psicossocial (CAPS), o N?cleo de Apoio ao Programa de Sa?de da Fam?lia, Vigil?ncia em Sa?de, Vigil?ncia Sanit?ria, Vigil?ncia Ambiental e Zoonoses est?o funcionando apenas com 30% dos trabalhadores.
Em nota, a FMS voltou a afirmar que laudos sustentam a retirada da gratifica??o e destacou n?o poder pagar por algo ilegal, porque seria improbridade administrativa. O ?rg?o informou ainda que os servidores podem recorrer na Justi?a. Sobre os atendimentos, a Funda??o garantiu que eles continuam sendo feitos pelos 30% dos trabalhadores.
Em estado de greve, o veterin?rio da Ger?ncia de Vigil?ncia Sanit?ria Municipal (Gevisa) Marcus Val?rio lamentou a falta de negocia??o e o corte do benef?cio desde mar?o. Segundo ele, os servidores recebem a insalubridade desde que entraram no servi?o p?blico.
"Tenho amigos que j? recebem este adicional h? 30 anos. Desde que comecei a trabalhar na Gevisa recebo, agora cortaram sem avisar. O laudo que a Funda??o diz ter nem visita aos locais de trabalho fizeram. Sem o nosso trabalho n?o tem emiss?o da licen?a sanit?ria, fiscaliza?es de den?ncias a abatedouros clandestinos, hot?is, mot?is, restaurantes, hospitais e cl?nicas odontol?gicas", disse Marcus Val?rio.