Piaui em Pauta

Semcaspi e FMS vacinam contra Covid-19 indígenas venezuelanos.

Publicada em 05 de Abril de 2021 às 09h47


A Secretaria Municipal de Cidadania, Assist?ncia Social e Pol?ticas Integradas (Semcaspi), em parceria com a Funda??o Municipal de Sa?de (FMS), iniciou na manh? deste domingo, (04/04), a vacina??o contra a Covid-19 em ind?genas de etnia Warao, refugiados da Venezuela. Ao total, foram vacinados 134 ind?genas, que residem nos tr?s abrigos localizados em Teresina.

? Siga-nos no Twitter

A a??o ? resultado da articula??o entre o Governo do Piau?, por meio da Secretaria Estadual de Sa?de do Piau? (Sesapi), e da Prefeitura de Teresina, pela FMS e pela Semcaspi.

De acordo com a secret?ria da Semcaspi, Eliana Lago, a vacina??o para este grupo priorit?rio era aguardada, por garantir a sa?de e reduzir a transmissibilidade da Covid-19 entre as fam?lias ind?genas.

“Est?vamos aguardando por este momento e o grande dia chegou. Iniciamos a vacina??o contra a Covid-19 na popula??o ind?gena vinda da Venezuela. Na nossa gest?o, temos buscado orientar e conscientizar estas fam?lias ind?genas sobre os riscos desta doen?a, disponibilizando os equipamentos de prote??o individual e informando sobre a import?ncia da vacina. Com o acesso ? fake news, alguns ind?genas j? chegaram a nos questionar sobre a efic?cia da vacina e estamos buscando combater todas estas desinforma?es nos abrigos, o que tem garantido a aceita??o ampla neste grupo”, esclareceu.

Segundo Gilberto Albuquerque, presidente da FMS, as fam?lias refugiadas da Venezuela est?o sendo imunizadas por fazerem parte de um grupo priorit?rio definido pelo Governo Federal, que s?o os ind?genas.

“Como o Minist?rio da Sa?de definiu os ind?genas como grupo priorit?rio para serem vacinados contra a Covid19, os venezuelanos que residem nos abrigos de Teresina se enquadram neste grupo, por serem exatamente ind?genas da etnia Warao, por isso que eles tiveram esta prioridade”, explicou Gilberto Albuquerque.

Em Teresina, h? tr?s abrigos que receberam os ind?genas, refugiados da Venezuela e est?o localizados nos bairros: Buenos Aires; Poti Velho; e na BR 343, no pr?dio do Emater.

VACINA??O NOS ABRIGOS

Os tr?s abrigos, que residem os ind?genas refugiados da Venezuela, receberam a equipe da Funda??o Municipal de Sa?de para a aplica??o da primeira dose da vacina contra a Covid-19. A vacina??o teve in?cio no abrigo do Bairro Buenos Aires, imunizando um total de 42 ind?genas s? na manh? desse domingo, (04).

Para o coordenador do abrigo do Buenos Aires, Santiago Oliveira, a imuniza??o dos ind?genas representa seguran?a n?o s? entre as fam?lias que vivem nos abrigos, mas tamb?m aos trabalhadores que lidam com este grupo diariamente.

“Apesar da orienta??o sobre a prote??o individual e coletiva contra a Covid-19 ser constante, a gente observa que dentro dos abrigos eles t?m uma certa resist?ncia em usar m?scara e fazer a higieniza??o adequada. Com a imuniza??o deste grupo, nos tranquiliza bem mais por proporcionar maior seguran?a e menos riscos de cont?gio da doen?a”, pontuou.

Iolanda Costa, coordenadora do abrigo do Bairro Poti Velho, destaca que dentre os casos de Covid-19 registrados nos abrigos, nenhum dos adoentados tiveram agravamentos ou mesmo morte.

“Os ind?genas da Venezuela que foram acometidos pela Covid-19 tiveram sintomas leves e se recuperaram bem. A vacina??o nos abrigos ? de fundamental import?ncia, visto que um dos trabalhos realizados nos abrigos ? a manuten??o da sa?de deste grupo e a imuniza??o com a vacina, contra a Covid-19, vai fortalecer nosso trabalho neste processo”, finalizou.

IND?GENAS RECEPT?VEIS ? VACINA

A coordenadora do abrigo Emater, L?lian Gabriela, ressalta que a vacina??o contra a Covid-19 para o grupo ind?gena vindo da Venezuela ? necess?ria porque muitos j? chegaram em Teresina doentes, por falta de atendimento de sa?de no pa?s de origem.

“Estamos bastante felizes com esse momento, que tanto aguard?vamos, assim como eles tamb?m. A vacina??o tem sido aceita como esperan?a na vida, como esperan?a na Ci?ncia, no SUS. Se para n?s, ? um cen?rio desolador estar longe desse contato f?sico e toda a rotina que t?nhamos antes da pandemia, para os Warao, ? muito complicado, porque o coletivo ? algo que faz parte da sua forma de ver o mundo. ? algo que pertence ao sistema sociocultural, na concep??o de doen?a, cura e morte”, relatou.


Tags: Semcaspi e FMS - indígenas venezuelan

Fonte: SEMCOM  |  Publicado por: Da Redação
Comente através do Facebook
Matérias Relacionadas