
Gleison Rodrigues dos Santos, suspeito de agredir e fazer ref?m uma estudante dentro da sala de aula no campus da Universidade Estadual do Piau?, teve a primeira audi?ncia de instru??o nesta quinta-feira (11) no F?rum da Comarca de Parna?ba, Litoral do Piau?. Segundo a acusa??o, ele teria agredido uma colega de curso ap?s ela negar manter um relacionamento amoroso com o agressor.
De acordo com a den?ncia, a aluna sofreu ferimentos nos bra?os e nas m?os, e ainda foi amea?ada de morte pelo agressor. Na ?poca, ela precisou ser encaminhada ao pronto socorro do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda).
Na primeira audi?ncia na Vara Criminal de Parna?ba, o suspeito prestou depoimento. Ele ? acusado de tentativa de feminic?dio, agress?o e c?rcere privado. A defesa alegou que n?o houve tentativa de feminic?dio. O promotor e a defesa ter?o o prazo de cinco dias para apresentar uma nova alega??o.
Durante a audi?ncia, a defesa alegou que o suspeito agiu dessa forma por conta de um 'temperamento desequilibrado' e que o comportamento j? foi inclusive comprovado atrav?s de exames m?dicos. “Nosso intuito ? desqualificar os crimes de tentativa de feminic?dio e de estupro alegado pelo Minist?rio P?blico, pelo simples fato que ele iria matar a v?tima. Os cortes s?o consequ?ncia de dist?rbios, comprovados por laudo m?dico, momentos de descontroles por ci?mes”, ressaltou o advogado de defesa, Jo?o de Aguiar.
A m?e da v?tima contou que espera que o suspeito seja punido pelo crime de tentativa de feminic?dio. “Espero justi?a, que realmente pague pelo que fez com minha filha, que n?o seja visto apenas como uma agress?o, como a defesa tem ressaltado. Ele s? n?o matou minha filha porque o vigilante e professores conseguiram impedir, se n?o tivesse ningu?m isso teria acontecido”, contou a m?e da v?tima, Claudiana dos Santos.
Ap?s ouvir os depoimentos das testemunhas, o promotor teve um prazo de cinco dias, a contar a data da audi?ncia, para oferecer uma nova alega??o, assim como a defesa.
“Depois de ouvirmos as testemunhas e as declara?es das v?tima, o Minist?rio P?blico agora tem cinco dias para oferecer o que n?s chamamos de alega?es finais. Se entendido que os fatos narrados na den?ncia forem devidamente comprovados, vai pedir para o acusado ser pronunciado e submetido a julgamento pelo Tribunal do J?ri da Comarca de Parna?ba”, explicou o promotor de justi?a, Edivaldo Santana.