Piaui em Pauta

Testemunhos e laudo comprovam estupro coletivo no PI, diz promotor.

Publicada em 09 de Junho de 2016 às 09h51


Para o promotor de Justi?a M?rcio Carcar?, o testemunho da m?e da v?tima de estupro coletivo, ocorrido em Paje? do Piau?, e o laudo do exame de corpo de delito comprovam que houve de fato o crime. Baseado nessas provas, o Minist?rio P?blico pediu a pris?o preventiva do maior preso pelo estupro e a interna??o dos outros tr?s adolescentes suspeitos no Centro Educacional de Interna??o Provis?ria (CEIP), em Teresina.

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“A priori, o exame de corpo de delito ? bastante robusto quanto ? indica??o de que houve rela??o sexual recente. Eles confessam parcialmente, admitem que houve algum contato sexual, mas utilizam argumentos para afastar a responsabilidade pelo caso. O que na nossa vis?o n?o se sustenta porque o exame e o testemunho s?o mais do que robustos para representar pela interna??o dos adolescentes e pedir a pris?o do maior”, afirmou o promotor.

Segundo a Pol?cia Civil, na noite da ter?a-feira (6), a m?e da v?tima a encontrou a filha de 14 anos no ch?o banheiro de um gin?sio da cidade de Paje? do Piau?, a 460 km de Teresina, desacordada e acompanhada de quatro jovens, todos sem roupa. O maior foi preso e os tr?s adolescentes foram apreendidos em flagrante.

O promotor de Justi?a M?rcio Carcar? afirma que em depoimento, os jovens apresentaram vers?o conflitantes e afirmaram que o contato sexual que existiu foi consensual. “Eles dizem que estavam no gin?sio e come?am a beber. Os argumentos s?o contradit?rios, n?o batem. Tentam descredibilizar a vers?o da v?tima, mas o laudo do exame do corpo de delito assevera o que de fato aconteceu”, disse Carcar?.

Em entrevista para a TV Clube, afiliada Globo do Piau?, a m?e da v?tima, que pediu para n?o ser identificada, contou como encontrou a filha e que ainda tentou evitar a fuga dos suspeitos (assista ao v?deo ao lado). “Eu escutei um gemido no banheiro. Quando eu entrei, eu bati na porta do banheiro e vi os quatro caras pelados. Todos pelados e ela j? deitada no ch?o sem roupas, desmaiada. A? eu fechei a porta do banheiro e pedi socorro pro guarda que estava no outro lado, s? que eu n?o tive for?a para ‘sustentar’ a porta. Eles arrombaram, bateram na porta e sa?ram correndo, todos pelados. M?e nenhuma aguenta isso que estou passando”.

A menina, que tamb?m participou da entrevista, contou que tomou um refrigerante oferecido pelos suspeitos e depois disso s? lembrar que acordou no hospital. “Disseram para mim que era uma coca (refrigerante) e eu disse 'n?o, n?o quero tomar', insistiram at? que uma hora eu tomei e depois de dois copos eu j? n?o lembro o que aconteceu. Foi a hora que eu me apaguei. S? fui lembrar o que estava acontecendo quando eu estava no hospital”, afirmou a v?tima.

Ainda na noite de ter?a-feira a menina foi encaminhada para Teresina para ser submetida a exames e na manh? desta quarta-feira (8) recebeu atendimento no Servi?o de Aten??o a Mulheres V?timas de Viol?ncia Sexual (Sanvis) na Maternidade Dona Evangelina Rosa.
Outros casos de viol?ncia sexual
No dia 20 de maio, quatro adolescentes foram apreendidos e um rapaz de 18 anos foi preso por suspeita de participa??o no estupro coletivo de uma garota de 17 anos, encontrada em uma obra abandonada, amarrada e amorda?ada. Seis dias ap?s as deten?es, uma decis?o judicial mandou que os menores fossem liberados da delegacia. Eles seguem sendo investigados em liberdade.

Os advogados dos adolescentes suspeitos, Osorio Filho e Paulo de Tarso, afirmaram que v?rios pontos mostrados na investiga??o mostram que n?o houve participa??o dos jovens no crime. Segundo os advogados, a v?tima n?o reconhece os quatro adolescentes como sendo seus agressores.

Um outro estupro coletivo ocorrido em Castelo do Piau?, Norte do estado, chocou o pa?s pelos requintes de crueldade praticados contra quatro amigas que sa?ram para fotografar em um ponto tur?stico da cidade. O crime aconteceu no dia 27 de maio do ano passado.

Quatro menores e mais um adulto, identificado como Ad?o Jos? da Silva Sousa, foram apontados pelo Minist?rio P?blico Estadual e pela pol?cia como autores da s?rie de atrocidades cometidas contra quatro garotas que foram estupradas, agredidas e arremessadas do alto de um penhasco de cerca de 10 metros de altura. Uma delas, Daniely Rodrigues, n?o resistiu aos graves ferimentos e morreu ap?s 10 dias internada na UTI do Hospital de Urg?ncia de Teresina (HUT).

Na semana passada, o Tribunal de Justi?a do Piau? n?o aceitou a tese de que os tr?s adolescentes condenados pelo estupro coletivo de Castelo do Piau? n?o tiveram participa??o no crime e foram obrigados admitir culpa. O recurso da Defensoria P?blica, julgado nesta sexta-feira (3), pedia a absolvi??o dos jovens por falta de provas, mas o argumento n?o foi aceito pelo pleno do TJ, que decidiu pela manuten??o da medida s?cio educativa. O quatro adolescente envolvido, foi espancado at? a morte dentro do alojamento do Centro Educacional Masculino (CEM) quando j? cumpria medida socioeducativa.
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Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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