Piaui em Pauta

Travesti baleada no Corso de Teresina morre após dois meses internada.

Publicada em 03 de Maio de 2016 às 09h00


A dire??o do Hospital de Urg?ncia de Teresina (HUT) confirmou nesta ter?a-feira (3) a morte da travesti Rony Pablo Sousa da Silva, mais conhecida como P?mella Le?o. Ela estava internada em estado grave na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) desde o dia 30 de janeiro, quando deu entrada na unidade de sa?de depois de ser atingida com um tiro na cabe?a durante o Corso.
Segundo a diretoria do HUT, por volta das 00h30 desta ter?a-feira a travesti teria tido fal?ncia m?ltipla dos ?rg?os, que culminou na sua morte. Familiares da paciente foram avisados e o corpo levado para Instituto M?dico Legal (IML).

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O diretor do Hospital de Urg?ncia de Teresina (HUT), Gilberto Albuquerque, informou ao G1 que no in?cio de mar?o P?mella tinha apresentado melhora no quadro de sa?de, chegou a sair do coma, tinha voltado a falar e movimentar alguns membros. No entanto, duas semanas depois ela retornou ao estado grave e passou por nova cirurgia para a implanta??o de um dreno na cabe?a ap?s apresentar hidrocefalia.

"Depois dessa nova interven??o, o quadro dela s? foi piorando e a paciente n?o saiu mais do coma", completou.
De acordo com a investiga??o policial, a travesti foi atingida quando dan?ava a coreografia da m?sica "Pared?o Metralhadora" na companhia de amigas. Uma delas pegou a arma de um homem que estava pr?ximo ao local, come?ou a brincar com o rev?lver e o tiro ocorreu de forma acidental.
Para o delegado Willon Gomes, titular do 12? Distrito Policial, o depoimento da v?tima seria fundamental para a elucida??o do caso, mas este n?o foi colhido porque ela teve uma breve melhora e logo retornou para a UTI. Outro problema ? que o proj?til da bala encontra-se alojado na cabe?a de P?mella e a arma do crime nunca apareceu.
Durante as investiga?es, a pol?cia ainda tomou conhecimento sobre a suspeita de um subtenente da PM ser o dono da arma que atingiu a travesti, que segundo o militar havia sido roubada no dia da festa.

Depoimentos
A pol?cia j? ouviu 19 pessoas, sendo quatro delas testemunhas oculares do crime: um gar?om, o dono de um bar, uma amiga de P?mella e a suspeita de atirar na travesti . Todos eles n?o reconheceram o subtenente e confirmaram que o homem presente na cena do crime era uma pessoa mais jovem, entre 30 e 35 anos.
No depoimento prestado a pol?cia no dia 17 de fevereiro, o sub-tenente sustentou a vers?o de que sua arma sumiu ap?s o Corso, ocorrido no dia 30 de janeiro na Avenida Raul Lopes. O delegado Adelmar Canabrava, primeiro a investigar o caso, contou que o policial registrou Boletim de Ocorr?ncia informando o sumi?o da arma apenas no dia 2 de fevereiro, tr?s dias ap?s o evento.
"Ele afirma que foi trabalhar no Corso e diz que essa arma sumiu, mas ele n?o registrou o caso no domingo e nem segunda. S? foi registrar o desaparecimento na ter?a-feira, quando o caso da travesti j? estava noticiado em toda a imprensa e todo mundo j? estava sabendo", disse Canabrava.
De acordo com o delegado Willon Gomes, atualmente respons?vel pelas investiga?es, a autoria do disparo j? foi comprovada e processo de les?o corporal grave encontra-se na Delegacia do Menor Infrator. A suspeita de atirar na P?mella ? a sua amiga, de 16 anos, que confessou ter disparado a arma acidentalmente quando o grupo dan?ava a coreografia da m?sica 'Pared?o Metralhadora'.
"Com o ?bito, a acusa??o da menor se agrava e ser? transformada em les?o corporal grave, seguida de morte", destacou.
Tags: Travesti baleada no - A direção do Hospita

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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