Quem procurou os postos de sa?de em alguns bairros de Teresina para tomar a vacina pentavalente ficou frustrado e teve que voltar para casa sem atendimento. O problema ? que em algumas unidades de sa?de o setor vacinal s? funciona no per?odo da manh?. A vacina protege contra a difteria, t?tano, coqueluche, meningite e outros tipos de infec?es causadas pelo agente Haemophilus influenzae B e Hepatite B.
Um v?deo feito pelo G1 no posto de sa?de do bairro Monte Castelo, na Zona Sul de Teresina, mostra que pacientes procuram o local em busca da vacina, mas n?o conseguem a aplica??o. Uma funcion?ria do local informou que a sala s? ? aberta pela manh? e que no turno da tarde n?o tem ningu?m que possa aplicar a medica??o.
A Funda??o Municipal de Sa?de (FMS) comentou que as vacinas s?o aplicadas nas salas de vacinas e que dependendo do local funcionam em apenas um hor?rio.
Um exemplo de quem n?o conseguiu a vacina foi a dona de casa Maria Alves de Castro, de 48anos, que procurou a unidade com uma sobrinha por volta das 16h e n?o foi vacinada. Ele conta que a funcion?ria do posto informou que n?o faria mais atendimentos por falta de profissionais. “N?o est?o atendendo. Todo mundo tem que voltar para casa, sendo que o atendimento deveria acabar ?s 17h. Nem todos podem vir ao local pela manh? porque trabalham”, disse a dona de casa.
Uma mulher, que preferiu n?o se identificar, tamb?m informou que campanhas s?o feitas na TV incentivando os pacientes a procurarem uma unidade de sa?de para a vacina??o, mas que o servi?o n?o est? sendo feito da forma correta.
“Em estou h? duas semanas procurando um local para me vacinar da coqueluche e hepatite. No hospital do bairro Primavera, Zona Norte, tem um cartaz informando que no m?s de julho a vacina ? aplicada somente pela manh?. Na Maternidade do Buenos Aires, a enfermeira que aplica est? de f?rias. O mesmo caso no Cecy Fortes, no Cabral, e no hospital do Matadouro”, reclamou a mulher, que est? gr?vida.
Entrega da vacinas foi afetada por falha em abastecimento
Ap?s problemas de fornecimento, o Minist?rio da Sa?de regularizou a distribui??o da vacina em todo o Brasil esta semana. As crian?as devem tomar a vacina pentavalente aos dois, quatro e seis meses de idade. "O que aconteceu foi que o fornecedor n?o entregou a vacina", disse Amariles Borba, diretora de Vigil?ncia em Sa?de da FMS acrescentando que com a regulariza??o h? estoques at? o final do m?s de agosto.
Em Teresina, o Minist?rio da Sa?de n?o estava repondo estoque da referida vacina desde maio. Oferecida no Programa Nacional de Imuniza??o (PNI), a vacina pentavalente deixou de ser importada para o Brasil. Isso porque a parceria entre o Minist?rio, Bio-manguinhos/Fiocruz e o instituto Butantan tornou poss?vel a produ??o da vacina em territ?rio nacional.
"A vacina tem de chegar, passar pelo controle de qualidade e se n?o ? aproveitada n?o ? distribu?da. A vacina ? um dos procedimentos que a gente mais tem cuidado e zelo", ressaltou Amariles Borba, enfatizando a necessidade de que os pais levem as crian?as para a vacina??o.
Desde 2012 o PNI oferta a vacina pentavalente no calend?rio de vacina??o. Para imuniza??o da crian?a, ? necess?rio que o respons?vel apresente o cart?o de vacina??o do beb?. Mesmo com a mudan?a na aquisi??o da vacina, o esquema vacinal ofertado nos postos de sa?de continua o mesmo. "Tem salas de vacinas em unidades de sa?de e locais de sa?de nos hospitais do munic?pio. De acordo com o que eles pdem a gente manda mais", comentou a diretora.
A coqueluche ? uma das dez maiores causas de mortalidade infantil. Estima-se 50 milh?es de casos no mundo, sendo 95% em pa?ses em desenvolvimento, segundo a Organiza??o Mundial de Sa?de (OMS) no ano 2012. A vacina??o ? o principal meio de controle.
TERESINA