Piaui em Pauta

'Vi espíritos da morte querendo levar a minha alma', diz Andressa Urach.

Publicada em 28 de Janeiro de 2015 às 12h21


?Ela se aproximou da morte e renasceu. Depois de passar 25 dias internada por conta de uma inflama??o causada pelo uso de hidrogel nas coxas e com isso apresentar um quadro de sepse, Andressa Urach parece ter tirado li?es do que sofreu. A modelo, com seis quilos a menos, sem as unhas posti?as e o megahair, recebeu a equipe do EGO no edif?cio onde comprou para a m?e um apartamento em um bairro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Usando um vestido longo - novo estilo de roupa adotado por ela desde que come?aram os inc?modos nas pernas em junho - e se apresentando serena, Andressa mencionou as palavras Deus e renascimento v?rias vezes. ? m?e, Marisete De Faveri , ela agradece a ?rdua luta para mant?-la viva.

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Nos 25 dias que passou internada na UTI do Hospital Nossa Senhora da Concei??o, em Porto Alegre, ela conta que a morte passou perto dela e que foi gra?as ? f? materna e ? necessidade de se manter viva para cuidar do filho, Arthur, de 9 anos, que Andressa foi e voltou.
Durante a entrevista, Andressa revelou detalhes de parte do drama que viveu no hospital. Com a sepse, seus rins pararam de funcionar e ela viu seu corpo inchado, com quase 150 quilos. Na maca, era assombrada por vultos negros que gritavam e a envolviam.

Urach aponta o seu passado pecaminoso, como avalia, o respons?vel por tudo o que sofreu nesses ?ltimos meses. Al?m do excesso de vaidade, que a levou ?s consequ?ncias desastrosas do presente, Andressa revelou que durante cinco anos contou com o trabalho de uma senhora para obter fama e dinheiro. Seguindo as orienta?es da mulher, ela diz que travava pactos com orix?s e uma pombagira para conquistar luxo, riqueza e a t?o almejada fama.
Andressa acredita que tenha quase gastado o valor de um apartamento nesses trabalhos de magia para, segundo ela, conseguir o que queria e afastar pessoas indesej?veis que poderiam prejudicar sua ascens?o. “Tamb?m fiz muito sexo por interesse, nunca por amor. Sempre me envolvi com homens de bom poder aquisitivo, comprometidos, casados, para conseguir deles boas viagens e bons jantares. N?o tenho vergonha de contar, porque isso faz parte do meu passado.”

Em franca recupera??o e disposta a escrever uma nova hist?ria para si, ela pretende voltar ? bancada do programa que apresenta, o “Muito show”, na Rede TV, no dia 9 de fevereiro. No carnaval quer estar no samb?dromo paulistano para comandar de l? os desfiles para a Rede TV: “Amo o meu trabalho!”. Leia, abaixo, o que disse Andressa Urach em conversa com o EGO.
Fantasmas da morte
“No hospital vi esp?ritos da morte querendo levar a minha alma. Eram a alma da morte. Eles me rondavam porque queriam a minha alma de qualquer jeito. Isso tudo porque eu n?o agradeci a Deus. Foi a f? da minha m?e, que foi um elo com Deus, que fez com que as almas fossem embora. Eu estava perturbada. Eram almas feito nuvens escuras. Me davam um sentimento de medo e faziam barulhos assustadores como esp?ritos sofredores. Pareciam vultos escuros como se fossem fuma?as. O vulto mais forte deles era um bem escuro que passava dentro do meu corpo. Pedi para suspenderem a morfina porque eles achavam que era ela que me fazia delirar. Mas eu acredito nessa coisa de esp?rito e achava que a subst?ncia me deixava entre esses dois mundos. Minha m?e chamou pastores que rezaram por mim. Os m?dicos retiraram a morfina e as vis?es pararam.”

Pecados
“N?o cometi pecados de matar, de roubar, mas pecados de excesso de vaidade, de arrog?ncia. Era arrogante talvez em fun??o da vida dif?cil que tive. Ignorada pelo meu pai, abusada sexualmente dos 2 aos 8 anos pelo marido da mulher maravilhosa que me criou, uma professora de portugu?s, fui ficando com o cora??o mais frio. Tamb?m passei por cima de algumas pessoas e tamb?m expus muito a minha vida, o meu corpo... No hospital passou todo esse filme na minha cabe?a, mas Deus conhecia o meu cora??o. Sabia que maldade eu jamais tinha feito e eu clamei pela vida do meu filho. Ele ? o ser humano mais importante para mim, foi o amor dele que me salvou e me fez voltar para a terra. Tenho certeza disso.”

Pacto com entidades espirituais
“Tinha consulta com uma senhora que comandava um centro. N?o chegou a ser magia negra, n?o sei explicar muito bem. Eu n?o chegava a frequentar um centro, mas tinha a sua ajuda. Ela me dava banhos de perfume, de sal para me limpar. Pedia para os orix?s tudo que queria: o sucesso, o bom carro, o apartamento, consegui tudo. Eu paguei muito caro por isso. A promessa que fiz com a minha pompagira na ?poca foi que, para cada R$ 1 mil que eu ganhasse, eu daria uma champanhe a ela. Fora os R$ 5 mil da festa de final de ano do centro esp?rita que eu tamb?m dava. Para celebrar os trabalhos que conquistava na televis?o, doava R$ 3 mil. Tamb?m fiz mal para algumas pessoas, fazendo trabalhos para elas se afastarem de mim. A senhora que comandava o centro dizia o nome da pessoa, e eu fazia o trabalho para mant?-la longe.”
Sexo por interesse
“Conquistei tudo o que eu quis, mas fui infeliz na vida amorosa. Os homens que se aproximavam de mim ou eram homens casados, ou comprometidos. Eu queria um amor de verdade. Sempre busquei isso, mas sabia que pelo fato de explorar demais esse lado sensual de bumbum, nenhum homem me aceitava. Eu sabia que esse era o pre?o que eu tinha a pagar por trabalhar na televis?o. S? me envolvia com homens com bom poder aquisitivo. Sempre tive preconceito com homem que n?o tinha dinheiro. Sempre quis homens que me proporcionassem bons jantares, boas viagens, e isso ? um pensamento triste. N?o buscava o sentimento da pessoa e, sim, o que ela poderia me oferecer. Me envolvia com os homens por interesse. N?o tenho vergonha de contar porque isso faz parte do meu passado.”






hows er?ticos
“Fiz striptease por cach?s muito bons. Fiz, sim. Mas ali eu te digo: n?o foi pecado porque n?o estava vendendo meu corpo para o sexo. Era um show que famosas como Gretchen fazem. Eu era uma profissional que foi contratada pra ficar seminua e dan?ar. Foi um trabalho. N?o era uma prostitui??o. Nunca dormi com um homem e ele me deu dinheiro depois. Hoje as prioridades s?o outras. A gente n?o pode mudar o nosso passado, mas pode mudar o nosso futuro. Agora as pessoas v?o me ver pelas minhas atitudes.”
Vida nova
“Est? mudando tudo! Minha forma de viver, de pensar, de me alimentar (voz emocionada)... Tanto fisicamente quanto espiritualmente. Isso se deu a partir do momento que me vi diante da morte. Sei que sou um milagre de Deus, a experi?ncia que vivi com Deus s? eu sei. Ele ? vivo, Ele existe.”
Fotos de dentro do hospital
“Sei quem as tirou. Foram parentes. Como vou punir um parente? Isso me deixou muito mal. Chorei durante tr?s dias. Eu pedi para eles tirarem as fotos para eu guardar o processo da minha evolu??o cl?nica. Jamais venderia essas imagens para ganhar dinheiro, vaidosa do jeito que sou.”

Pai
“Quando nasci meu pai me ignorou. Aos 11 anos, pedi a minha m?e para conhec?-lo. Ficamos dez minutos juntos, ele estava no matagal de sua cidade ca?ando quando fomos apresentados. Com 14, pedi para ir morar com ele e convivi em sua casa por tr?s meses. Eu o vi novamente quando meu filho nasceu, quando eu tinha 17 anos. Fui com meu marido at? sua cidade para apresent?-lo ao neto. Depois disso, fiquei dez anos sem v?-lo. Ele nunca me procurou! No hospital, ao chegar para me visitar, disse que faria um esc?ndalo se n?o pudesse me ver. Entrou no quarto e ficou dez minutos comigo. Depois contou tudo o que viu para uma emissora de TV que o levou at? l?. Ele me magoou muito.”
Cicatrizes nas pernas
“Vou deix?-las l?, como est?o. Tomei medo de cirurgia. Pensei em fazer tatuagem para escond?-las, mas elas n?o est?o me incomodando diante de tudo que passei. Nem estava usando mais roupa curta porque h? um ano mudei meu estilo de roupa, usava saias mais longas. Pode ser que de repente eu at? coloque um shortinho jeans e mostre as minhas cicatrizes para todo mundo ver. Elas s?o as marcas da minha vit?ria. N?o existe um guerreiro que n?o tenha cicatrizes.”

Tags: 'Vi espíritos da mor - Andressa Urach.

Fonte: GLOBO  |  Publicado por: Da Redação
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