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Após perder 35kg, baiana casa com médico que fez sua cirurgia bariátrica.

Publicada em 05 de Maio de 2015 às 16h34 Versão para impressão

 A vontade de emagrecer e manter uma vida saudável uniu a consultora de viagens Kika Mamed, 42 anos, e Marcos Leão, 47 anos, médico responsável pela cirurgia bariátrica dela. Eles se conheceram no consultório em Salvador, mas a amizade e o romance só viraram realidade após eles se reencontrarem em um grupo de corrida depois da cirurgia. A união do casal já dura cerca de seis anos.

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“Meu encontro com Kika foi absolutamente casual e involuntário. Enquanto paciente não me chamou atenção em nada de particular, apenas uma grande determinação. Dois anos após sua cirurgia, porém, nos encontramos nas ruas de Salvador e do mundo, correndo no mesmo clube de corrida e nos tornamos amigos. O que mais me chamou atenção à época foi sua energia, sua leveza, sua facilidade de se comunicar e se relacionar, cativando todos ao seu redor. Não foi muito difícil cair nas armadilhas do destino com uma mulher tão encantadora e envolvente”, relata Marcos sobre Kika e o encontro deles.
Kika fez a cirurgia há cerca de 10 anos. Em 2004, ela pesava 92 Kg com altura de 1,60m. Meses após a cirurgia, ela chegou a perder cerca de 35 Kg e hoje mantém os 62 Kg. A consultora de vendas explica que perder peso não era tão complicado, mas sim, mantê-lo. Por conta disso, ela optou por um esporte: a corrida. Segundo Kika, ela já correu sete meias maratonas pelo mundo.
“Após a cirurgia, tive o apoio de uma pessoa muito especial que me incentivou e me fez apaixonar pela corrida, o profissional de educação física Marcos Neder. Em paralelo, entrei em um grupo de corrida, o qual me proporcionou momentos maravilhosos com o esporte”, explica .



Para Kika, a maior vantagem em fazer a cirurgia bariátrica é a qualidade de vida. Segundo conta, há 10 anos que ela se sente feliz e realizada com o próprio peso. “Vivo feliz, comendo tudo, adorando me vestir, sempre disposta. A dieta hoje está presente na minha vida de forma natural”, conta em tom de alegria.
Kika e Marcos têm quatro filhos. Um filho dela, de outro casamento, e duas filhas dele, também de outra união. Juntos, eles têm uma menina de dois anos. Nesta última gravidez, já com 40 anos, Kika conta que não apresentou tanta diferença de peso e engordou 8 Kg. Já na primeira gravidez, ela engordou 29 Kg.
Sobre a alimentação dos filhos, ela conta que o marido gosta muito de cozinhar e que há preocupação com a saúde deles, mas não exageram nos cuidados. “Nos preocupamos com nossa sáude e boa alimentaçao, mas sem estresse”, conta Kika.
Marido também passou por cirurgia
Marcos Leão é especialista em cirurgia bariátrica. Ele foi vice-presidente e atualmente é o primeiro secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, além de um defensor da cirurgia.
O médico também passou pela cirugia no mês de outubro deste ano, não com o objetivo na redução do peso. Segundo ele, a cirurgia teve um foco metabólico, onde a perda de peso representa apenas um entre vários benefícios para a saúde do médico.
“Há dois anos, tive diagnóstico de diabetes tipo 2, que se somou a uma hipertensão arterial e a um refluxo bem severo. Adicione aí uma gordura no fígado e um colesterol limítrofe, e temos um cenário de doença metabólica que diminuiria minha expectativa de vida em pelo menos 8 anos e me deixava sob altíssimo risco de graves complicações cardiovasculares num futuro não muito distante”, explica Marcos.
Antes da cirurgia, ele pesava 110 Kg. Cerca de 20 dias após o procedimento, ele já tinha perdido 7 Kg. Marcos ainda relata que conseguiu evoluir na dieta depois da cirurgia e já está comendo quase que normalmente, apenas em quantidades menores. Além disso, a pressão e o açúcar já normalizaram, o refluxo desapareceu e não há mais roncos noturnos, tudo isso em menos de um mês.
“Minha expectativa é de uma perda de cerca de 20 kg. Eu pesava 110 Kg e tenho 1,88m de altura. Isso dá um Índice de Massa Corporal (IMC) de 31 Kg/m2, mas com uma distribuição da gordura marcadamente abdominal. Esse índice isoladamente não é indicativo de uma cirurgia bariátrica”, diz.
O médico ainda conta o motivo de acreditar nos benefícios da cirurgia. “Mais do que nunca eu acredito na cirurgia bariátrica como a mais poderosa e valiosa ferramenta que dispomos hoje pra tratar a obesidade e as doenças metabólicas, e nada melhor que ser vanguardista indicando para mim mesmo aquilo que defendo para meus pacientes”, conclui.


Fonte: reducaoesaude.com.br  |  Edição: Da Redação

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