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Moro diz que convite de Bolsonaro passará por discussão e reflexão.

Publicada em 30 de Outubro de 2018 às 23h58 Versão para impressão

SÃO PAULO — Um dia depois de o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ter dito que pretende convidar o juiz Sergio Moro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ou para o Ministério da Justiça , o magistrado declarou que, se chamado, refletirá sobre o assunto. Moro disse que se o convite for feito "será objeto de ponderada discussão e reflexão". Caso aceite participar do governo, o magistrado terá que pedir exoneração .

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"Sobre a menção pública pelo Sr. Presidente eleito ao meu nome para compor o Supremo Tribunal Federal quando houver vaga ou para ser indicado para Ministro da Justiça em sua gestão, apenas tenho a dizer publicamente que fico honrado com a lembrança. Caso efetivado oportunamente o convite, sera objeto de ponderada discussão e reflexão", diz o juiz, em nota.

Em entrevistas que concedeu nesta segunda-feira às emissoras de TV, Bolsonaro repetiu que pretendia fazer o convite.

"Pretendo (contar com) o Moro não só pro Supremo, como para ministro da Justiça. Se houver interesse da parte dele, será uma pessoa de extrema importância no nosso governo", disse Bolsonaro

A interlocutores, o juiz Sergio Moro não descarta a possibilidade de aceitar um convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para o Ministério da Justiça. Diz, inclusive, que aceitaria de bom grado a indicação para Supremo Tribunal Federal.

A escolha do Ministério da Justiça, porém, o levaria a Brasília antes, já que a primeira vaga na Suprema Corte será aberta apenas em 2020, quando o ministro Celso de Mello completa 75 anos. Moro afirma que a vantagem de integrar a equipe de Bolsonaro seria afastar o temor de alguns setores da sociedade que seja quebrada alguma regra do Estado de direito.

Apesar de não manifestar preferência em relação a Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Moro afirmava que a volta do PT ao poder seria inaceitável - seria como corroborar o esquema de corrupção desmontado pela Lava-Jato. Além disso, criticava a possibilidade de um eventual governo de Fernando Haddad adotar medidas para controle do Judiciário e da mídia.

Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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