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Corpo do ex-ministro Maurício Corrêa é velado no Supremo

Publicada em 18 de Fevereiro de 2012 às 13h56 Versão para impressão

 O corpo do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Maurício Corrêa será enterrado no final da tarde deste sábado (18) na ala dos pioneiros do Cemitério da Esperança, em Brasília.

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Ex-senador e ex-ministro da Justiça, Corrêa, que tinha 77 anos, morreu na noite de ontem, em Brasília, após complicações de uma cirurgia que ele havia feito no início da semana para colocar um marca-passo no coração.

O corpo do ex-ministro está sendo velado na sede do Supremo, por onde passaram colegas da política e do Judiciário.

Cesar Peluzo, presidente do STF, afirmou que a Corte fazia sua última homenagem "a um dos seus ministros ilustres". "A morte é sempre inevitável e dolorosa, mas no casso do ministro Corrêa, a dor é ainda maior. Ele teve uma atuação marcante, como magistrado, advogado e político. Ele era presidente do Supremo quando eu fui nomeado, tivemos uma relação muito próxima", afirmou.

Nascido em São João do Manhuaçu, em Minas Gerais, Corrêa começou a advogar em Brasília em 1961, um ano depois da inauguração da cidade. Ele foi indicado para o STF em 1994 pelo ex-presidente Itamar Franco, e integrou a Corte até 2004, quando se aposentou ao completar a idade limite de 70 anos.

Antes, havia sido Ministro da Justiça do governo Itamar e foi senador, eleito pelo PMDB, em 1986. No Congresso, participou da elaboração da Constituição, promulgada em 1988, e atuou ainda, como vice-presidente, da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou as denúncias contra o ex-presidente Fernando Collor.

Corrêa tentou voltar à política em 2006 ao se candidatar ao cargo de vice-governador do Distrito Federal na chapa de Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Com a derrota, voltou logo depois à advocacia.

"Nós que vivemos em Brasília ficamos com uma lembrança muito forte. Não apenas do ministro do STF, mas principalmente do combativo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que atuou com muita firmeza durante a ditadura", afirmou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Corrêa foi eleito presidente da OAB-DF em 1979 e foi uma das principais vozes contra a ditadura militar (1964-85), que naquele momento dava os últimos suspiros. "Fica a imagem de um democrata extremamente obstinado e firme nas suas convicções", completou Gurgel.

Para o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, Maurício Corrêa cumpriu um "papel importante na democracia que vivemos hoje". "Ele fará muita falta, é uma figura sobre a qual ainda teremos muito para falar e lembrar", disse.
Fonte: folha.com  |  Edição: Da Redação

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