A 2ª Caminhada Um Minuto pela Vida, que será realizada a partir das 7h deste domingo, da Avenida Frei Serafim até a Câmara dos Vereadores, organizada pela Fazenda da Paz e Sistema Integrado de Comunicação Meio Norte, mobilizou dependentes químicos, ex-dependentes químicos e a sociedade em sua divulgação.
Pessoas que estão fazendo tratamento nas comunidades terapêuticas da Fazenda da Paz e os que já saíram do tratamento foram ontem para o encontro das Avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, no Centro de Teresina, distribuírem panfletos de convocação para participação na caminhada.
Eles estenderam uma faixa em local estratégico no encontro das duas avenidas divulgando a caminhada.
O professor Jorge Alberto, que já fez tratamento, levou seu filho Lucas, de quatro anos, para a divulgação da Caminhada Um Minuto pela Vida. A criança ajudava a entregar os panfletos para os motoristas e motociclistas.
“O objetivo da Caminhada Um Minuto pela Vida é conscientizar a sociedade para o crack e para outras drogas”, afirmou Jorge Alberto.
A divulgação e a realização da Caminhada Um Minuto pela Vida mostram como essa mobilização têm o poder de dar cidadania aos dependentes químicos porque eles revelam seus dramas à luz do dia, sua luta pela superação de sua dependência e a questão do debate sobre as drogas deixa de ser uma questão de gueto para ser de toda a sociedade.
Ariel Tavares da Silva, de 19 anos, que faz tratamento de dependência química na Fazenda da Paz, afirma que a Caminhada Um Minuto pela Vida mostra que o vício do crack, ôxi, cocaína e outras drogas tem tratamento e existem alternativas para se sair do mundo das drogas.
“A caminhada faz o pessoal enxergar que existe tratamento contra a dependência ao crack, ao ôxi, que quem enfrenta o problema tem oportunidades, alternativas para sair dele com o tratamento, não é uma questão fatalista de quem se viciou não pode sair das drogas. Não é assim, existe tratamento contra o vício ao crack, ao ôxi, nós somos prova disso”, falou Ariel Tavares da Silva.
“A Caminhada tem como objetivo mostrar para os jovens que essa vida de dependência ao crack, ao ôxi e outras drogas não faz sentido", disse Rimony Chamony, de 23 anos, que há oito meses faz tratamento contra a dependência química na Fazenda da Paz.