Diante de Dilma e Alckmin, Edir Macedo fala em fracassos na saúde e segurança.

Publicada em 01 de Agosto de 2014 às 07h41 Versão para impressão

Edir Macedo, bispo-chefe da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, bispo-chefe da Igreja Universal do Reino de Deus
Edir Macedo, bispo-chefe da Igreja Universal do Reino de Deus Diante da presidente Dilma Rousseff, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de centenas de políticos e autoridades, o bispo Edir Macedo causou uma saia justa durante uma oração-discurso na inauguração do Templo de Salomão, o maior do Brasil, construído no Brás, centro de São Paulo. Para uma plateia de 10 mil pessoas, o chefe da Universal do Reino de Deus liderou a parte final do culto, lendo uma passagem bíblica, abençoando os fiéis e entoando uma oração que causou arrepio nas autoridades políticas. Momentos antes de concluir o evento de 2 horas e 15 minutos, Edir Macedo abriu os braços, fechou os olhos e pediu a Deus “algo novo na vida de suas criaturas”: “Porque o teu povo está cansado de sofrimento, cansado de derrotas, de fracassos familiares, fracassos na saúde, fracassos na segurança e em todos os sentidos. Não há paz, mas com o teu espírito, meu Pai, nós caminhamos com a paz onde quer que nós formos.” Além de Dilma e do governador paulista, a mistura de oração com menções a dois dos setores mais criticados pela população em pleno ato ano eleitoral foi ouvido por figuras como o vice-presidente Michel Temer, o prefeito Fernando Haddad, os ministros dos Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio de Melo, além da presidente do Supremo Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha. Segunda a organização, também estiveram no templo os prefeitos de 12 capitais e ministros de estado, como o da Saúde e de Minas e Energia. Dilma e o culto Depois de uma rápida passagem por um evento eleitoral em Guarulhos, na Grande São Paulo, a presidente se apressou para mudar de figurino e chegar na hora marcada para a inauguração da réplica do Templo de Salomão. Ainda em Guarulhos, durante evento promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), Dilma quebrou o protocolo e falou antes até do candidato ao governo paulista, Alexandre Padilha. Ao concluir o seu discurso, ela deixou o palco sem tirar fotos com os eleitores, fugiu da coletiva de imprensa e entrou no carro - que em 20 minutos a fez chegar no santuário. Na igreja às 18h em ponto, a presidente foi encaminhada para a área VIP, no décimo andar, onde, por uma hora, esteve com outras autoridades, como seu vice Temer, o governador Alckmin, o prefeiro Haddad, os ministros do STF e ministra do STM. Veja também: Templo de Salomão fica sem luz e Dilma sobe três andares de escada Foi tempo suficiente para mudar a maquiagem e trocar de terno, agora preto com bordados em branco. Quando a autorização para deixar a área VIP foi dada, a presidente e outras autoridades passaram pela primeira saia justa, quando um apagão deixou às escuras parte do templo, o que obrigou as autoridades subirem três lances de escada em completa escuridão. Apesar da tensão que tomou conta da organização, o incidente foi resolvido em dez minutos e logo a presidente foi conduzida a um dos dez mil lugares do santuário, na primeira fileira. Dilma foi colocada da direita do bispo-chefe da igreja, Edir Macedo. Do outro lado, posicionou-se Temer, seguido por Alckmin, sua mulher, Lu Alckmin, e o deputado federal Alindo Chinaglia (PT), representando o Congresso Nacional. Se no evento da CUT tremulava a bandeira da Palestina, no Templo de Salomão, a presidente se levantou para ouvir o hino de Israel, tocando antes do Hino Nacional. Foi ao lado de Macedo que a presidente assistiu a um resumo da história do templo, escutou a história de dois ex-viciados em drogas e ouviu a canção de uma cantora israelita, enquanto fiéis eram convidados a depositar seus pedidos em urnas em formato de pedras preciosas. Quando Macedo finalmente tomou a palavra e fez a já citada polêmica oração, o clima de culto foi substituído pelo tom político. Macedo imediatamente concluiu a reunião, prometendo uma coletiva ao lado da presidente, que no final foi cancelada e não se concretizou. Apesar da tensão que tomou conta da organização, o incidente foi resolvido em dez minutos e logo a presidente foi conduzida a um dos dez mil lugares do santuário, na primeira fileira. Dilma foi colocada da direita do bispo-chefe da igreja, Edir Macedo. Do outro lado, posicionou-se Temer, seguido por Alckmin, sua mulher, Lu Alckmin, e o deputado federal Alindo Chinaglia (PT), representando o Congresso Nacional. Se no evento da CUT tremulava a bandeira da Palestina, no Templo de Salomão, a presidente se levantou para ouvir o hino de Israel, tocando antes do Hino Nacional. Foi ao lado de Macedo que a presidente assistiu a um resumo da história do templo, escutou a história de dois ex-viciados em drogas e ouviu a canção de uma cantora israelita, enquanto fiéis eram convidados a depositar seus pedidos em urnas em formato de pedras preciosas. Alguns fiéis que voltavam das urnas aproveitaram para cumprimentar Dilma, que não foi vista depositando sua oração. Àquela altura, Macedo se despediu da presidente e subiu ao altar. Quando Macedo finalmente tomou a palavra e fez a já citada polêmica oração, o clima de culto foi substituído pelo tom político. Macedo imediatamente concluiu a reunião, prometendo uma coletiva ao lado da presidente, que no final foi cancelada e não se concretizou.

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Fonte: Vooz  |  Edição: Da Redação

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