Dólar segue exterior e fecha início da semana em queda.

Publicada em 08 de Junho de 2015 às 18h30 Versão para impressão

 O dólar fechou em baixa ante o real nesta segunda-feira (8), refletindo o quadro de maior tranquilidade no exterior após ser pressionado na sessão passada, enquanto investidores aguardavam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta semana.
O dólar caiu 1,29%, a R$ 3,1099 na venda, após ter subido por duas sessões seguidas. Veja cotação. Em junho, a moeda acumula queda de 2,42% e, em 2015, valorização de 16%.
A cotação também foi influenciada pelo baixo volume de negócios entre o feriado de Corpus Christi e o fim de semana. Mais cedo, a Bloomberg News citou uma autoridade francesa dizendo que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teria dito aos países do G7 que o dólar forte seria um problema. A Casa Branca mais tarde negou que o presidente teria feito essa declaração.
"Apesar da negativa, o impacto sobre o mercado de câmbio persiste, porque a recuperação da economia dos EUA é o tema mais importante na agenda dos investidores", disse o estrategista de câmbio para a América Latina do Scotiabank, Eduardo Suarez.
A alta do dólar tende a encarecer produtos norte-americanos para seus parceiros comerciais, atrapalhando a retomada da maior economia do mundo. O tema ganha mais relevância em um momento em que o Federal Reserve avalia os indicadores econômicos para decidir quando elevar os juros, decisão que pode atrair para lá recursos que estão aplicados em outros países.
No Brasil, o mercado espera a divulgação, na quinta-feira (11), da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual o Banco Central pode sinalizar o futuro da Selic, após elevá-la a 13,75% na semana passada e deixar a porta aberta para mais altas no curto prazo.
"Quanto mais sobem os juros, mais atrativo fica o país para estrangeiro e parece que a Selic não vai parar de subir tão cedo", disse o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.
Contribuíam também para o alívio do câmbio no mercado interno declarações da presidente Dilma Rousseff em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo defendendo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Joaquim Levy, poucos dias antes do Congresso do PT, que promete reservar pesadas críticas ao ministro. "Pelo menos ele (Levy) não está sendo atacado de todos os lados", acrescentou Siaca.
Mais cedo, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em julho, com oferta de até 7 mil contratos.

» Siga-nos no Twitter

Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

Veja também

Comentários (0)

  • Nenhum comentário até o momento. Seja o primeiro.

Comentário

Comente

adsense
Publicidade PUBLICIDADE
Publicidade Assembléia Legislativa (ALEPI)
Publicidade FSA
Publicidade FIEPI
Publicidade OZONTEC