Dólar sobe e bate R$ 3,92 com preocupações com Turquia.

Publicada em 13 de Agosto de 2018 às 13h39 Versão para impressão

O dólar continua em trajetória de valorização nesta segunda-feira (13), chegando a superar R$ 3,90. As preocupações com a situação monetária da Turquia deixam os investidores com maior aversão ao risco nos mercados globais, em especial nos de países emergentes, destaca a Reuters.

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Às 13h28, a moeda norte-americana subia 1,48% , a 3,9218. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 3,9248. Já o dólar turismo era vendido a R$ 4,07, sem o acréscimo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar encerrou a R$ 3,8646, acumulando valorização de 4,25% na semana. No mês, acumula alta de 2,97%.

Já o principal índice de ações da bolsa brasileira (B3) ensaiava uma melhora nesta segunda, após abrir o dia em queda. O índice se apoiava no tom mais positivo do mercado acionário dos Estados Unidos e no avanço de ações de exportadoras diante de nova alta do dólar ante o real. O Ibovespa subia 0,14%, a 76.622 pontos.

Na sexta-feira, o índice caiu 0,48%.

Crise na Turquia
O Banco Central da Turquia anunciou nesta segunda que vai injetar US$ 6 bilhões e o equivalente a US$ 3 bilhões em ouro no sistema financeiro do país para garantir a liquidez dos bancos e tentar conter a queda da lira turca frente ao dólar.

Os problemas na Turquia são antigos, mas o movimento de aversão ao risco ganhou força na sexta-feira com a notícia de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria preocupado com a exposição dos bancos ao país. A Turquia tem o maior déficit em conta corrente do G-20, uma economia em superaquecimento e forte desvalorização do câmbio, o que tem levado a inflação a mais de 15% na base anual, segundo o Valor Online.

A lira turca, que já perdeu mais de 40% de seu valor em 2018 na comparação com o dólar e o euro, desabou na sexta, provocando uma onda de pânico nos mercados.

Analistas defendem que o Banco Central turco aumente as taxas de juros para defender a lira e controlar a inflação (que em julho alcançou a 16% em ritmo anual), mas o presidente do país rejeita a medida.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai dobrar as taxas sobre a importação de aço e alumínio turcos, usando a taxa de câmbio entre os dois países como justificativa.

O temor de que a crise turca se espalhe pelos países emergentes também fazia com que o dólar subisse frente ao rand sul-africano e ao peso mexicano.

"A preocupação se refere à exposição de bancos da zona do euro aos títulos turcos. Isso mesmo com o banco central turco estabelecendo medidas emergenciais", afirmou, em relatório, o economista-chefe do Home Broker ModalMais, Alvaro Bandeira.

Internamente, com a agenda esvaziada, os investidores mantinham o foco na cena eleitoral doméstica, nesta semana em que os candidatos à Presidência têm de registrar suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ação do BC
O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 2,16 bilhões do total de US$ 5,255 bilhões que vencem em setembro.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.
Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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