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Família diz que cabeleireira esfaqueada e atropelada em Teresina recebia ameaças.

Publicada em 16 de Maio de 2018 às 08h51 Versão para impressão

A cabelereira Aretha Dantas Claro, 32 anos, morta após ser esfaqueada e atropelada nessa terça-feira (15) na Avenida Maranhão, bairro Tabuleta, Zona Sul de Teresina, recebia ameaças, afirmou a família da vítima. De acordo com os familiares, ela relatou que seu ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento. A polícia não prendeu ou informou sobre o suspeito até o momento. O caso é investigado pelo Núcleo de Feminicídio do Piauí.

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Morte de Aretha Dantas Claro, 32 anos, é investigada por Núcleo de Feminicídio em Teresina (Foto: Arquivo Pessoal)


Segundo o irmão de Aretha, Aldí Filho, ela havia terminado um relacionamento há pouco tempo e estava apreensiva com a reação do ex-companheiro. “Ela contou para a gente que a mãe do ex ligou para ela dizendo que ele estava transtornado, sentindo a falta dela. Que ele quebrava as coisas lá, que não conseguia mais trabalhar”, disse.

Aldí Filho revelou ainda que a vítima sofria agressões do ex-companheiro. “Ela relatava para minha irmã que sempre sofria agressões, que ele era muito ciumento. Que uma das vezes que ela tentou se separar dele, ele tentou enforcar ela. E nessa última vez ela disse que não queria mais ter nenhum contato com ele”, completou Aldí Filho.

O irmão conta que a vítima saiu de casa dizendo que iria comer alguma coisa. “Ela mora com minha avó e disse para ela que ira lanchar. Saiu sem bolsa e deixou o carro em casa. Minha avó estranhou a demora e quando soubemos da notícia de uma mulher morta, ela suspeitou e pediu para meu tio ir ver”, informou Aldí Filho.





O corpo de Aretha foi reconhecido no Instituto de Medicina Legal (IML). A família recebeu a notícia com comoção. “Foi um choque, eu nunca imaginaria que minha irmã iria morrer dessa maneira. Estamos todos abalados, ainda sem conseguir acreditar. Ela era minha amiga, confidente. Uma pessoa boa, que gostava de ajudar, não tinha inimigos”, declarou a irmã Aline Claro.

“O que nós queremos agora é justiça. O assassino tem que ser encontrado e que a justiça seja feita”, finalizou Aline Claro.

O caso é investigado pelo Núcleo de Feminicídio do Piauí, por determinação dada à apuração de crimes relacionados ao sexo feminino. No entanto, apenas a apuração vai definir tratar-se ou não de feminicídio, qualificadora do homicídio incluída no código penal em 2015, para crimes que ocorrem pela condição do sexo feminino, havendo violência doméstica ou familiar ou ainda menosprezo ou discriminação à condição da mulher.

TERESINA
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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