Publicada em 28 de Janeiro de 2015 �s 13h24
Jordão Costa, diretor do Prodart (Foto:Marcelo Cardoso)
O artesanato piauiense encanta o mundo com suas peças diversificadas, bem produzidas e de alta qualidade. O reconhecimento dos artistas e a visibilidade aos seus trabalhos são fundamentais para que o sucesso continue e se amplie cada vez mais. À frente da direção do Programa de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Prodart), Jordão Costa ressalta que a meta é dar visibilidade aos artesãos piauienses, e que isso vai ser alcançado com muito esforço e trabalho.
Órgão responsável por gerenciar os artesãos do Piauí, o Prodart tem a necessidade de fazer parcerias com outros órgãos do Governo, na opinião do gestor. “O nosso primeiro objetivo é buscar a transversalização das ações do Prodart. Fazer parcerias com a Coordenadoria de Comunicação Social do Estado (CCom), com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e com a Fundação Cultural do Piauí (Fundac), para darmos visibilidade a esses artistas. O Estado pretende ser o intermediário da venda das peças dos nossos artistas para que as mesmas tenham uma maior credibilidade e um valor de mercado maior”.
Com 4.106 artesãos cadastrados junto ao Prodart, a intenção do diretor é ampliar o número e conseguir que os artesãos se agreguem a associações para que em um futuro próximo eles possam ganhar autonomia nos negócios e melhorem a qualidade de vida. “Nós somos responsáveis pela emissão da carteira do artesão, documento responsável pela legalidade do profissional dando participação nos direitos trabalhistas; divulgação do nosso artesanato; participação nas feiras e eventos tanto local quanto estadual, nacional e internacional."
O Prodart se destaca em três polos: Parnaíba, Floriano e Pedro II. Pretendemos estender esses polos para São Raimundo Nonato, Bom Jesus e Picos. “Nos meses de fevereiro e março, serão feitas visitas técnicas a essas regiões para verificar se há viabilidade material suficiente para se abrir um polo no município e buscar o potencial do artesanato daquela região e em qual setor ele se destaca”, revela o diretor.
A abertura de novos mercados a nível estadual é outra finalidade do Prodart. “Queremos com as visitas técnicas achar potenciais parceiros para o artesanato do Piauí. Têm empresas de decorações com interesse nessas peças. E com essas visitas às lojas queremos montar um banco de dados dos potenciais parceiros."
Na intenção de fazer parcerias, o gestor já iniciou conversas com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), responsável pelo Pronatec, com o propósito de qualificar o artesão como microempresário. “O artesão muitas vezes tem dificuldade em mensurar a peça dele, quanto vale o trabalho dele. Nesse projeto, o artista pode envolver a família ajudando-o nesse gerenciamento do seu trabalho. Estamos abrindo um canal de negociação para a aproximação com a Associação do Poty Velho, trazer essas associações de novo, abrir um diálogo para criarmos um Conselho Estadual do Artesanato do Piauí, que é uma forma do conselho, expor as necessidades do artesão”, frisa.
A Central de Artesanato Mestre Dezinho, local que fica a sede do Prodart, está abandonado e atualmente só vem aqui quem tem negócio, avalia o diretor. “A pretensão é trazer o povo de volta para a Central, temos conversado com a Fundac para trazer, pelo menos quinzenalmente, bandas locais, fazer shows no fim da tarde, apresentações culturais para que as famílias retornem a esse espaço”.
A exposição das peças dos artistas piauienses será levada às comunidades e, também, temos a ideia de uma loja virtual para que a sociedade conheça e se familiarize com a arte do nosso Estado. E Jordão não se apavora com a missão dada. “Encontramos um quadro desafiador, que em um primeiro momento assusta, mas que pretendemos contornar. A nossa ideia da loja virtual para expor a peça do artista é importante para que o mundo todo conheça a nossa arte e os artistas. Vamos fazer exposições nos bairros a fim de divulgar os trabalhos produzidos, mostrar os nossos artistas para a comunidade. Fazer oficinas para perpetuar a arte, popularizar o artesanato”, conclui.