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CRM descarta interdição, mas maternidade Evangelina Rosa tem déficit de 30 médicos.

Publicada em 27 de Julho de 2018 às 15h40 Versão para impressão

A possibilidade de interdição ética na na Maternidade Dona Evangelina Rosa foi descartada após vistoria feita nesta sexta-feira (27) por uma comissão formada pelo Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem e Ministério Público Estadual do Piauí. Em junho, três pacientes morreram sob suspeita de infecção na maternidade e a Maternidade se comprometeu a realizar melhorias, que foram constatadas na vistoria.

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Originalmente marcada para o dia 18, a vistoria foi adiada para esta sexta-feira por solicitação da Sesapi. Segundo a presidente do CRM, a médica Mirian Parente, todas as melhorias solicitadas em vistoria anterior foram feitas na unidade.

"A gente constatou que foram feitas muitas melhorias. A possibilidade de indicativo de interdição agora já não existe. O centro cirúrgico está com o piso todo reformado, que era o maior problema, os insumos e medicamentos estão regulares e não encontramos mulheres com feridas operatórias com problemas", explicou.

Déficit de profissionais
Outro problema, porém, permanece e não há ainda previsão para que seja resolvido. Segundo o superintendente de assistência à saúde da Sesapi, Alderico Tavares, a maternidade possui atualmente um déficit de 30 médicos.

“Existe uma deficiência de técnicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. Temos o resíduo de um processo seletivo que foi renovado e solicitados junto à Sead [Secretaria Estadual de Administração] a contratação para dar maior aporte à maternidade”, disse.

O superintende disse que o valor mensal da contratação de todos os profissionais para a maternidade está orçado em R$ 10 milhões e que apenas em 2018 um novo concurso público deve acontecer. “Estamos em ano eleitoral, o que nos impede de nesse momento realizar um concurso público”, explicou.

Direção explica reformas
O diretor da maternidade, Francisco Macedo, destacou que o prédio passou por melhorias no piso, um dos pontos que foram apontados como falhas graves da unidade de saúde. “Foi contratada uma empresa que permanecerá na casa fazendo reparos que forem necessários. Trocamos todo o piso do centro obstétrico superior, fizemos a revisão do piso do centro cirúrgico”, disse o diretor.

De acordo com Francisco Macedo, a maternidade recebeu mais de R$ 2 milhões em investimentos para compra de medicamentos, material cirúrgico e insumos para o trabalho dos profissionais de saúde, como material para higienização das mãos. “A casa está abastecida. Outros processos estão em andamento pelo abastecimento de três meses e de seis meses”, disse.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa passa ainda por uma reforma nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) materna e neo-natal. “Começou pela reforma do piso inferior e depois fará a reforma da Ala D, que beneficiará toda a Ala e as UTIs neo e materna”, disse Francisco Macedo. Segundo ele, as obras começaram há cerca de 10 dias.

Mortes por infecção e ameaça de interdição
A situação da Maternidade Dona Evangelina Rosa foi denunciada em uma vistoria do Conselho Regional de Medicina juntamente com o Ministério Público Estadual ainda no dia 16 de junho. Durante a visita, foi constatada a falta tanto de medicamentos como de insumos básicos, como sabão líquido.

Um dos problemas mais graves apontados pelo CRM foi a situação do piso da maternidade, que apresentava falhas que facilitavam a proliferação de bactérias e o surgimento de infecções. Nos dias seguintes à vistoria, três pacientes morreram na UTI da maternidade vítimas de infecções.

O CRM então declarou que caso os problemas da maternidade não fossem resolvidos no prazo de um mês, determinaria uma intervenção ética em alguns setores da unidade. O prazo foi estendido posteriormente em dez dias. Com a intervenção, os médicos estariam proibidos pelo Conselho de atuar nestes espaços por conta do risco de serem responsabilizados por eventuais problemas.

Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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