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'Quem roubar vai para cadeia e ele joga a chave fora', diz futuro ministro sobre governo Bolsonaro.

Publicada em 29 de Outubro de 2018 às 19h15 Versão para impressão

RIO — Futuro ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) criticou, nesta segunda-feira, os escândalos de corrupção na Petrobras e sugeriu punições severas a quem cometer crimes contra a administração pública.

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A declaração de Lorenzoni ocorreu ao responder sobre a política de preços de combustível. Segundo ele, antes de se definir a prática de precificação dos produtos, é preciso que o novo governo tome ciência da atual situação da Petrobras.

— Tenho curiosidade de saber se o presidente Temer sabe, porque a Petrobras passou por um período que passou da sétima petrolífera no mundo para a 28ª, graças à roubalheira e utilização inadequada da empresa — disse.

Lorenzoni disse que o “cidadão brasileiro paga uma conta absurda por conta dos equívocos cometidos no passado” e pediu paciência à imprensa para que o governo Bolsonaro apresente suas propostas.

— Nós estamos dando o primeiro passinho hoje, é razoável pedir que todos tenham um pouquinho de paciência para que Bolsonaro e sua equipe possam conhecer a realidade e aí, com base nos conceitos que nós propagamos ao longo de toda campanha, podemos servir todo o Brasil.

ONYX DESCARTA REFORMA DE TEMER
Onyx afirmou que deve descartar a proposta de reforma da Previdência discutida durante o governo Michel Temer . Segundo ele, essa reforma deve ser feita de uma única vez, para que dure pelo menos 30 anos. Em entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda-feira, ele afirmou que as despesas com a aposentadoria devem ser separadas do que o governo gasta com assistência social.

— (Temos que) Separar Previdência de Assistência Social. Para sociedade poder entender: o que é dos nossos impostos que pagamos como rede de proteção social, o que temos que financiar para os brasileiros que precisam de atenção, como nós, que não temos dificuldade fazemos para sustentá-los... Do outro lado, o seguro que cada brasileiro contrata para garantir uma aposentadoria digna — afirmou Onyx.

Ao comentar a proposta discutida durante o governo de Temer, Onyx disse que ela é um "remendo":

— Defendo uma leitura que ainda está em processamento, que se faça (a reforma) de uma única vez, algo que dure 30 anos — afirmou o deputado: — Aquilo que foi proposto pelo atual governo era um remendo, para fazer ajuste curto de caixa, que não duraria cinco anos.

DEPUTADO CONFESSOU CAIXA DOIS DA JBS
O homem-forte de Bolsonaro confessou, em maio de 2017, ter recebido R$ 100 mil de caixa dois da JBS, empresa dos irmãos Wesley e Joesley Batista . Onyx confessou o recebimento dos recursos após seu nome aparecer em uma planilha divulgada na delação da empresa. Ele confirmou ter obtido R$ 100 mil em 2014.

— Vou ao Ministério Público e ao Judiciário responder por este erro que cometi — afirmou o parlamentar, em maio de 2017.

Até hoje, porém, ele não virou nem investigado por este caso no Supremo. Onyx responde a outro inquérito na Corte por uma acusação de caixa dois feita na delação da Odebrecht. Mas esse caso está perto do fim. O diretor da empreiteira Alexandrino Alencar disse ter feito o pagamento ao parlamentar em 2006, mas não sou dizer quem teria feito o pagamento. Após mais de um ano da investigação aberta, a procuradora-geral Raquel Dodge disse não haver como avançar na apuração e solicitou no mês passado o arquivamento do caso, o que ainda será analisado pelo ministro Luiz Fux.

Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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