Publicada em 29 de Junho de 2014 �s 10h23
Nunca se viu uma Holanda assim. Três vitórias em três jogos, sete gols de saldo –o melhor time da fase inicial.
Nunca se viu um México assim. Com o ouro olímpico de Londres-12 no peito, arrastou milhares de torcedores para o Nordeste brasileiro e parou os donos da casa na fase de classificação. saiba mais Julio César pega 2 pênaltis, e Brasil se classifica após sufoco contra o Chile Confiantes e rebeldes, chilenos se dizem prontos para vencer Brasil Felipão faz mistério sobre escalação para jogo contra o Chile Chile se fecha e aposta na autoestima contra o Brasil Futebol embala nos EUA, bate recordes de audiência e leva milhares às ruas Leia mais sobre Copa 2014
Nunca se viu, também, um ou outro ganhar a Copa.
Neste domingo (29), um deles vai ficar ainda mais estigmatizado como o time que "joga-como-nunca-e-perde-como-sempre". O vencedor vai ter mais três duelos para se livrar da alcunha.
O jogo em Fortaleza será o quarto dos mexicanos no Nordeste, o que facilitou a invasão da sua torcida, inclusive num cruzeiro de navio.
Não é um detalhe: primeiro país a receber duas Copas do Mundo (1970 e 1986), o México só sobreviveu às oitavas quando jogou em casa.
Na antevéspera do jogo, a equipe ganhou um "reforço" cearense. Seus rivais usaram até uma lona para bloquear a visão de um canto do gramado durante um treinamento secreto. Como consequência, os holandeses deixaram o estádio vaiados.
Outro adversário da equipe europeia deve ser o calor, fator que não chega a assustar os mexicanos. O duelo será às 13h –a previsão é de um domingo ensolarado, com a sensação térmica batendo nos 32ºC na hora do jogo.
Por causa disso, os holandeses treinaram durante a semana com sol a pino no Rio, onde estão baseados. E, para se refrescar, escaparam com os familiares para um clube da cidade e se divertiram na piscina e com frescobol.
A concentração "aberta" é uma das cartadas dos holandeses para curar a síndrome de perdedores. É a seleção que mais vezes chegou à decisão da Copa sem jamais tê-la conquistado.
A mais dolorida derrota foi em 1974, quando a Laranja Mecânica de Johann Cruyff revolucionou o futebol para na final sucumbir à Alemanha de Franz Beckenbauer.
A Holanda voltaria a perder na decisão da Copa seguinte, a última realizada na América do Sul, novamente diante dos anfitriões –a Argentina.
A última das três derrotas foi em 2010, para a Espanha, na prorrogação. "Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira", diz o meia Sneijder, que se casou uma semana depois daquele jogo com a atriz Yolanthe Cabau.
Ele foi o algoz do Brasil naquele Mundial, marcando os dois gols que eliminaram a seleção de Dunga.
Depois de quase ser barrado desta Copa, firmou-se no time e esbanja confiança no título. "Temos uma grande equipe. Por que não podemos ganhar desta vez?"
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