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Internação de garotos por morte de menino com linha de cerol é 'improvável', diz delegada.

Publicada em 09 de Janeiro de 2018 às 11h21 Versão para impressão

A delegada Adília Klein, da Delegacia de Segurança e Proteção ao Menor (DSPM), acredita que os dois garotos apontados como responsáveis pela morte de um menino de seis anos que teve o pescoço cortado em uma linha com cerol na Vila Santa Bárbara, zona Leste de Teresina, serão condenados, mas que provavelmente não serão internados.

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“Há a possibilidade, mas acho improvável. Nesse caso traria mais prejuízo internar esses adolescentes. Nenhum tem passagem pela polícia, são estudantes, são adolescentes normais. Realmente foram imprudentes”, comentou a delegada Adília.

O inquérito que apura o caso foi concluído e os dois adolescentes apontados como responsáveis pela tragédia, de 13 e 16 anos, responderão por homicídio culposo: quando não há a intenção de matar. Os policiais aguardam o laudo cadavérido do Instituto Médico Legal (IML) para enviar o documento para a Justiça.

A delegada conta que os dois admitiram que utilizaram o cerol e esperavam a secagem da mistura de vidro moído e cola quando o menino Antônio Santiago, de seis anos, esbarrou na linha e cortou o pescoço. Quando percebeu o que havia acontecido, o adolescente mais jovem, de 13 anos, fugiu correndo do local.

“Eles ficaram muito assustados, principalmente o mais novo, pedindo ao outro ‘não conta para minha mãe’. Ele ficou atordoado e fugiu mais por medo, e não para fugir da autoridade policial. A autoridade para ele era a mãe”, comentou a delegada. O outro adolescente, de 16 anos, correu para avisar o avô sobre o acidente.

O menino chegou a ser socorrido, mas chegou sem vida ao hospital. O corte atingiu o pequeno Antônio no pescoço e a criança perdeu muito sangue. "Todos nós já praticamos atos de imprudência na vida, mas não imaginamos que vá ter uma consequência tão triste, tão grave... A família está realmente destruída. Era um menino muito querido que morreu numa fatalidade dessas", disse a delegada.


Os dois garotos e o menino que morreu eram vizinhos e se conheciam. Para a delegada, não há como o caso ser entendido de outra maneira se não como um homicídio culposo, que tem uma pena mais branda. “Foi um acidente provocado por culpa, sem dúvida. Eles vão ser penalizados, mas não sei qual a pena que o juiz vai entender que seja conveniente”, comentou a delegada Adília.

Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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