Mais de 460 imigrantes foram deportados dos EUA sem seus filhos após serem separados.

Publicada em 25 de Julho de 2018 às 01h37 Versão para impressão

Mais de 450 pais foram deportados dos Estados Unidos após serem separados de seus filhos na fronteira sul do país, de acordo com um relatório entregue pelo governo americano em um tribunal federal de San Diego, na Califórnia.

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O documento mostra que 463 pais imigrantes já não estão no país após serem presos na fronteira com o México e separados dos filhos como consequência da política de "tolerância zero" com a imigração ilegal promovida pelo governo de Donald Trump.

O relatório, entregue um dia antes de uma nova audiência para julgar a ação apresentada pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU) contra a medida, ainda revela que 900 imigrantes foram separados de seus filhos já contam com ordens de deportação.

Faltando três dias para o prazo estabelecido pelo juiz Dana Sabraw para reunir os pais com os filhos com idades entre 5 e 17 anos separados "inapropriadamente", o governo diz já ter reunificado 879 famílias de um total de 1.634 elegíveis para isso.

O governo ainda afirma que outros 538 pais sob custódia do Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE) já foram entrevistados. A reunificação deles com os filhos também já foi aprovada.

Das 2.551 crianças imigrantes separadas dos pais e que estão na faixa etária estabelecida pelo juiz, o governo federal considera que 917 não poderão estar de volta com os pais de forma imediata. Do total, os pais de 130 deles abriram mão do direito à reunificação. Outros 64 têm antecedentes criminais.

Além disso, um grupo de 260 pais ainda está sendo investigado pelas autoridades americanas. E há também o caso dos mais de 450 que já foram deportados dos EUA.

Desses 260 em questionamento, o documento afirma que "muitos desses meninos foram libertados em circunstâncias apropriadas por parte da ORR (Escritório de Reassentamento de Refugiados)".

A pedido dos advogados do governo, Sabraw estendeu o prazo para que a defesa apresentasse os argumentos contra uma ordem para interromper temporariamente a deportação de famílias reunificadas.


A ACLU teme que essas famílias sejam obrigadas a tomar decisões de forma apressada e voltou a pedir hoje que o governo faça uma lista dos pais que já foram deportados juntos e sem seus filhos.

"Esses pais precisam urgentemente de assessoria para que não deixem seus filhos por erro nos EUA", indicam os advogados da ACLU em um documento apresentado hoje ao tribunal federal.

Sabraw ordenou em junho que o governo reunificasse as cerca de 3 mil crianças que foram separadas de suas famílias após cruzar a fronteira com o México como parte da política de "tolerância zero" com a imigração ilegal implementada por Trump.
Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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