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Jovem é barrado em academia e mãe faz BO: 'O julgaram pela aparência'

Publicada em 30 de Março de 2015 às 11h51 Versão para impressão

 Uma mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção aos Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias em Teresina depois que o filho foi impedido de frequentar a academia onde já treinava. Segundo a professora e orientadora social Katia Rejane de Sousa, 41 anos, a recepcionista disse que o rapaz teria 'aparência de marginal'. O fato aconteceu no bairro Monte Castelo, Zona Sul de Teresina.
De acordo com Katia, a aparência do filho foi julgada pelo fato dele exibir tatuagens pelo corpo. O caso foi registrado na polícia como injúria.

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A professora disse que além do filho, ela e o companheiro frequentavam o mesmo local há mais de quatro anos. Surpreendida com o comunicado de que o rapaz não poderia mais frequentar a academia, a mãe ficou revoltada.
"Disse que tinha cara de marginal, o julgaram pela aparência. Recebi o comunicado da recepcionista dizendo que ele não poderia mais frequentar a academia. Levei aquele susto e pensei que ele tinha brigado com alguém, ou que tinha tratado mal, mas a mulher falou que não, que ele só causava estranheza para certas pessoas. Eu, como toda mãe, fiquei revoltada e disse que a partir daquele dia ninguém mais malhava lá", contou.
Katia disse ainda que não se calaria diante do fato e logo que saiu da academia na terça-feira (24) foi até a delegacia e registrou um boletim de ocorrências contra o proprietário.

"Não sou de discriminar as pessoas e ver isso acontecer no seio da minha família foi a pior coisa. Ninguém consegue entender isso porque meu filho é muito tranquilo", disse.

O adolescente contou que ficou surpreso com o comunicado e disse que na academia não malha mais.

"Julgando pela aparência só mostra o grau de instrução e evolução que o dono daquela academia tem porque eu nunca fiz nada para ninguém lá. Sou um cara muito tranquilo. Eu sempre notava que as pessoas olhavam de forma estranha para mim, mas chegava na academia, fazia meus exercícios e ia embora", disse.

O que diz a academia
A reportagem do G1 entrou em contato com o proprietário da academia, mas ele informou que desconhece o fato relatado pela professora. Ele contou ainda que a queixa não chegou ao seu conhecimento e negou a existência de casos de discriminação dentro do estabelecimento. Ele disse que Kátia devia três meses de mensalidade e se irritou por ter sido cobrada.
O delegado titular da Delegacia de Repressão às Condutas Discriminatórias, Emir Maia, informou que a partir desta terça-feira (31) irá começar a ouvir as partes envolvidas no caso. “Diante do que foi relatado pela vítima o caso está mais para racismo do que injúria racial. Ele disse que foi convidado a não mais frequentar a academia porque sua aparência estava incomodando as outras pessoas. Vamos tomar o depoimento dele e colher provas que sustentem a existência de um crime para então ouvir a pessoa que está sendo acusada”, disse.

A pena para esses casos é de um a três anos de prisão.
Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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