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Jovens afirmam ter sofrido agressões de PM em Teresina: 'ficaram ameaçando'.

Publicada em 27 de Dezembro de 2017 às 21h29 Versão para impressão

Um grupo de jovens afirma ter sofrido agressões de uma equipe do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) em Teresina. Uma das integrantes do grupo, uma funcionária pública que preferiu não ser identificada, disse ao G1, que durante uma abordagem um policial deu um tapa no rosto de um rapaz, a empurrou e fez ameaças. O caso aconteceu na segunda-feira (25).

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Também na segunda-feira Emile Caetano da Costa, 9 anos, foi morta a tiros por policiais do mesmo batalhão em uma abordagem.

De acordo com a jovem agredida, ela e outras seis pessoas estavam em um loteamento próximo de casa quando houve uma movimentação estranha e, em seguida, a policia chegou ao local. A viatura parou e um dos policiais ao descer do veículo efetuou um disparo para cima e disse para eles saírem do carro com a mão na cabeça.

“Ao sair, meu primo avisou para o policial que a esposa dele está grávida. O policial perguntou se ele estava preocupado com isso e meu primo disse que sim, pois é a mulher e o filho dele. O policial foi logo agredindo meu primo com um tapa na cara”, contou a jovem.

Ao ver a agressão a jovem contou que disse ao policial que ele não poderia fazer aquilo e perguntou seu nome. “O policial já veio para cima de mim, com intimidação. Mas eu não me intimidei por que sei dos meus direitos. Sei que ninguém pode ir dando tapa na cara de ninguém do nada, principalmente de um pai de família”, afirmou.

“Eles ficaram ameaçando o tempo todo”, disse jovem
A funcionária pública afirmou ainda que foram momentos de tensão. “Eles ficaram o tempo todo com intimidações e ameaças dizendo que a situação podia piorar para cima da gente. De repente o policial veio em minha direção com bastante truculência e me agrediu. Rapidamente e muito nervosa peguei meu celular e liguei para meus pais”, declarou.

A jovem informou que após a chegada dos pais, os policiais liberaram o grupo. “Meus pais conversaram com eles e nós pudemos ir embora. Eu queria mesmo ter ido à corregedoria, mas meu pai ficou dizendo para deixar para lá, também fiquei com medo de represálias e acabei desistindo”, relatou.

PM recomenda denúncia nesses casos
Procurada pelo G1, a Polícia Militar do Piauí (PM-PI), por meio do setor de Comunicação Social, não deu informações sobre a ocorrência envolvendo os jovens, mas informou que a orientação em casos como esse é que sejam denunciados na corregedoria da PM-PI.

TERESINA
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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