Piaui em Pauta

-
-
Morte de adolescente em São Be

Morte de adolescente em São Bernardo, na Grande SP, não tem relação causal com vacina contra Covid.

Publicada em 20 de Setembro de 2021 às 23h34


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou na noite desta segunda-feira (20) que não existe relação causal entre a morte de uma adolescente de 16 anos de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, em 2 de setembro, com a vacina da Pfizer contra a Covid-19.

» Siga-nos no Twitter

A jovem morreu oito dias após receber a primeira dose do imunizante. A agência se reuniu com técnicos da Secretaria da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde para investigar o caso.

A Anvisa informou em nota que irá notificar o caso a Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliação e ressaltou que os benefícios da vacinação superam significativamente os potenciais riscos.

Em 17 de setembro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também havia concluído que a morte não tinha relação com o imunizante. Segundo a investigação da pasta, o óbito decorreu de uma doença autoimune.

"As análises técnicas indicam que não é a vacina a causa provável do óbito e sim à doença identificada com base no quadro clínico e em exames complementares, denominada "Púrpura Trombótica Trombocitopênica" (PPT)", disse em nota a pasta, após análise conjunta realizada com 70 pesquisadores.

Segundo o estado, a PTT é "uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há como atribuir relação causal entre PTT e a vacina contra COVID-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer", afirmou a secretaria.


Em 15 de setembro, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Nacional recebeu do Cievs de São Paulo a informação de um rumor em grupos de WhatsApp de que um óbito envolvendo uma adolescente de 16 anos estaria relacionado à aplicação da vacina Pfizer.

Como a jovem havia tomado a primeira dose da vacina contra a Covid oito dias antes da morte , o protocolo, nesses casos, é o de que haja uma apuração para entender se a vacina teve ou não alguma relação com o óbito.

Em ofício, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) haviam solicitado, no dia 16, um posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a autorização para uso da vacina Pfizer em adolescentes de 12 a 17 anos. O imunizante é o único autorizado para uso em adolescentes.

O Ministério da Saúde recomendou a suspensão da aplicação da vacina em adolescentes sem comorbidades, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a posição da recomendar a vacina à categoria, visto que não havia nenhuma relação, entre a morte e o imunizante.

Também no dia 16, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a restrição e mencionou "casos sob investigação": "Por enquanto, por questão de cautela, temos eventos adversos a serem investigados, temos adolescentes que tomaram vacinas que não estavam recomendadas, temos que acompanhar", disse.


Tags: Morte de adolescente - A Agência Nacional

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
Comente através do Facebook
Matérias Relacionadas
Publicidade CORONAVIRUS
Publicidade FIEPI
Publicidade FSA
Publicidade Assembléia Legislativa (ALEPI)
Publicidade CORONAVIRUS - OZONT