Piaui em Pauta

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O Piauí mostrou as ações realizadas em Gilbués, no controle da desertificação, a

Piauí participa de Conferência latino-americana sobre combate à desertificação

Publicada em 02 de Setembro de 2013 �s 10h47


  												Conferência de Combate à Desertificação						 (Foto:Bené Fernandes)					Conferência de Combate à Desertificação (Foto:Bené Fernandes)

O Estado do Piauí participou da I Conferência Científica da Iniciativa Latinoamericana e Caribenha de Ciência e Tecnologia para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (ILACCT). O evento, que aconteceu na cidade de Sobral, estado do Ceará, no período de 28 a 30 de agosto, reuniu cerca de 500 pesquisadores, estudantes e especialistas de 20 países que participaram de conferências, mesas temáticas e apresentação de trabalhos científicos desenvolvidos em várias regiões secas da América Latina e Caribe.

A comissão piauiense foi formada pelos professores Lilian Melo, Adeodato Salviano e Milcíades Gadelha, que fazem parte do Núcleo de Pesquisa para Recuperação de Áreas Degradadas (Nuperade). O Piauí levou ao evento, as ações realizadas em Gilbués, região Sul do estado, no controle da desertificação na região através do projeto Viva Sucuruiú, que é realizado pela Codevasf, Fundação Agente e Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar).

“Estamos felizes em poder compartilhar com outros países e estados às experiências exitosas no controle da desertificação no Piauí, essa troca de experiência nos ajuda a entender e a compartilhar novas tecnologias e práticas eficazes na revitalização de áreas degradadas”, afirmou Milcíades Gadelha, presidente da Fundação Agente.

O objetivo da conferência, que teve o tema O valor das terras secas, foi de reunir o conhecimento científico já produzido sobre o desenvolvimento sustentável das regiões secas da América Latina e Caribe, em particular referente ao combate à desertificação, e alertar os tomadores de decisão sobre a necessidade de construção de políticas mais claras e eficazes para as regiões secas.

De acordo com o presidente da ILACCT, José Roberto de Lima, o evento é uma oportunidade ímpar para os estudantes e tomadores de decisão observarem como os outros países estão encontrando soluções para o problema da seca e desertificação. “Para a América Latina cria-se um fórum permanente de discussão entres os produtores de ciência e os tomadores de decisão para que as decisões políticas possam melhorar as condições de vida das pessoas em regiões secas”.

Entre os temas discutidos na ILACCT estão: Impactos econômicos da desertificação na América Latina e Caribe (ALC); Meteorologia e previsão climática nas terras secas da ALC; Delimitação das áreas afetadas e cartografia da desertificação na ALC; Os determinantes sociais da saúde no contexto do Semiárido; Experiências exitosas de convivência com as terras secas; Contribuições da análise ambiental geográfica na compreensão da relação entre uso e ocupação do espaço, degradação ambiental e processos de desertificação no Semiárido brasileiro; A questão da água nas terras secas da ALC; Questões de gênero e desertificação; e Redes científicas para o combate à desertificação.

O evento foi promovido pelo Governo do Estado do Ceará, Prefeitura de Sobral, Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Instituto Argentino de Investigação nas Zonas Áridas (Iadiza), Funceme, pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Agência Nacional de Águas, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional.

Protocolo de intenções para combate à desertificação

Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) para ações de combate à desertificação. Segundo o secretário adjunto da C&T e Educação Superior do Ceará, Almir Bittencourt, esta carta é uma manifestação concreta do reconhecimento da relevância do processo de desertificação como uma questão local, nacional e internacional. "A Ciência deve contribuir para isso, para avançar no conhecimento e formas de combate a este processo".

Novo estudo irá delimitar as terras em processo de desertificação no planeta

A Joint Research Centre (JRC), instituição de pesquisa europeia, está desenvolvendo um estudo em parceria com a Organização das Nações Unidas para delimitar e cartografar - em escala mundial, as áreas afetadas pela desertificação.

O método utilizado, segundo o pesquisador Michael Charlet - do escritório da JRC na Bélgica, baseia-se nas análises de imagens de satélites de várias partes do mundo, tiradas em períodos de tempo diferentes. "Há o exame das imagens e através do estudo comparativo, estamos detectando o aumento ou declínio da bioprodutividade e outras mudanças ocorridas ao longo do tempo. Para as constatações somam-se dados, como temperatura e volume de precipitações", explica.

Charlet conta que é a primeira vez em que há um estudo global realizado por um mesmo grupo de pesquisadores. "Em 1990 foi divulgado um panorama mundial - Global Assessment of Soil Degradation (GLASOD), porém os pesquisadores de cada país enviavam seus relatórios e os dados eram unificados".

O estudo da JRC está sendo realizado por um grupo de mais de 60 pesquisadores, que inclui o brasileiro José Roberto Lima, presidente da Iniciativa Latinoamericana e Caribenha de Ciência e Tecnologia para Implantação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (ILACCT). A estimativa é de que a análise seja divulgada em 2014, com o objetivo principal de servir como base para ações e políticas públicas de controle e convivência com a desertificação.

O projeto para delimitação e cartografia das terras afetadas pela desertificação foi apresentado na I Conferência Científica de Combate à Desertificação (ILACCT).



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Fonte: Governo do Estado �|� Publicado por:
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