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Polícia indicia PMs por homicídio e fraude após morte de menina em Teresina.

Publicada em 05 de Janeiro de 2018 às 21h00 Versão para impressão

Os policiais da Delegacia de Homicídios concluíram e entregaram nesta sexta-feira (5) o inquérito sobre o caso dos policiais militares que atiraram contra o carro da família da menina Emilly Caetano, de 9 anos. 11 testemunhas foram ouvidas, além da mãe e do pai da menina.

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O soldado Aldo Barbosa Dornel e o cabo Francisco Venício Alves foram indiciados por homicídio doloso, tentativa de homicídio e fraude processual. No inquérito as condutas de cada policial são especificadas.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios, o delegado Francisco “Barêtta” Costa, o documento foi encaminhado para a Vara de Inquéritos do Tribunal de Justiça. O inquérito, presidido pelo delegado Higgo Martins, tem cerca de 230 páginas, e além dos depoimentos, conta com exames periciais do local do crime e de corpo de delito nas vítimas.

Segundo o delegado Barêtta, todos os depoimentos e provas periciais “se harmonizam”, ou seja, não entram em contradição entre si. O inquérito foi concluído no final do prazo de 10 dias a partir do momento do crime.

O único problema que a investigação enfrentou, segundo o delegado Barêtta, foi a dificuldade da Polícia Militar em apresentar os dois policiais envolvidos. Dois inquéritos foram abertos, um na Delegacia de Homicídios e outro na Corregedoria da Polícia Militar. O inquérito da Polícia Civil foi concluído sem o depoimento deles, que estão presos no Presídio Militar.


“Não existe investigação fácil ou difícil, mas infelizmente no início tivemos um problema, um obstáculo da nossa própria coirmã, a Polícia Militar, em não apresentar os policiais e não oferecer a cópia do auto de prisão. O que é por lei obrigada a fazer”, comentou o delegado.

Barêtta questionou o porquê de a Polícia Militar não ter apresentado os soldados. “Como é que um agente da lei se furta em cumprir a lei? Quer dizer que a polícia tem força para intimar o ‘Joãozinho’ da Vila da Paz, mas não pode intimar um agente da lei?”, disse Barêtta.
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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