Uma pesquisa da Secretaria de Segurança mostrou que 500 celulares são roubados por mês em Teresina e que de 2017 para 2018, houve um aumento de 15% no número de roubos. Essas ocorrências acontecem principalmente no Centro e na Zona Leste da capital.
A mostrou ainda que o número de pessoas vítimas de assalto aumentou de 35% para 49% e, desse total, 35% havia sido vítima mais de uma vez. É o caso de uma vítima que não quis se identificar, mas que contou que além do prejuízo, ficou o trauma. Da última vez, ela estava com o filho e um casal armado chegou em uma moto, a abordou e pediu o celular.
"Tem gente que até brinca, porque diz que quando eu vejo uma moto eu logo fico nervosa e realmente eu fico nervosa, muito, muito. Até no mesmo dia do assalto eu tinha ido na costureira e aí quando eu estava lá parou uma moto com um casal, voltou o filme todinho", contou.
O coronel Márcio Oliveira, comandante geral de operações da Polícia Militar do Piauí, explicou porque o celular é um atrativo para os bandidos.
"O celular é como se fosse uma moeda de troca no mundo da criminalidade então é importante a exposição do celular somente em locais seguros. Os jovens, principalmente, costumam levar celular nos bolsos traseiros das calças, então essa é uma prática que facilita a ação dos marginais".
Compra de celulares roubados
Na semana passada, dezenas de celulares foram devolvidos aos donos na capital. Segundo o delegado Daniel Pires, da delegacia de crimes de alta tecnologia, os aparelhos foram apreendidos em poder de cidadãos que compraram sem saber que são produtos de crimes.
"Esses aparelhos em regra foram apreendidos em poder de cidadãos que procuram comprar sem saber a origem lícita do aparelho, comprar pra economizar, mas a gente adverte que a população evite comprar celulares sem saber a origem, sem saber a nota fiscal”.
O delegado também alerta para a compra de produtos na Praça da Bandeira, localizada no centro da capital teresinense, e que já foi alvo de operações policiais.
“Não é proibido vender produtos usados, mas você tem que saber a origem desse produto. E eu sugiro à população que evite comprar celulares na Praça da Bandeira, por exemplo, porque as investigações demonstram que grande parte desses aparelhos roubados foram comercializados lá".
Uma vítima que recebeu seu celular, contou o que ia fazer com ele. “Já tinha comprado até outro já. Vou dar de presente ou vender pra poder pagar o outro".