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Presidente da Alepi diz que pedirá punição a PMs que apoiaram protesto.

Publicada em 22 de Dezembro de 2016 às 14h18 Versão para impressão

O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Themístocles Filho (PMDB), defendeu punição aos policiais militares que apoiaram na quarta-feira (21) a manifestação dos servidores contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do ajuste fiscal do estado. Imagens, atestariam a participação de militares, segundo o presidente. Para o parlamentar, a PEC é necessária para garantir que os salários não atrasem e espera que o governador Wellington Dias (PT) defenda este ponto de vista.

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Na última quarta-feira, manifestantes protestaram contra a PEC do ajuste fiscal do estado. Durante o empurra-empurra, portas foram quebradas e os manifestantes chegaram a adentrar o corredor que antecede o gabinete da presidência da Assembleia Legislativa. De acordo com o deputado estadual Themístocles Filho, policiais militares colaboraram com a confusão nas dependências da Assembleia Legislativa.

“O que eu e quase toda a população do Piauí não gostou foi a Polícia Militar, setores da Polícia Militar em que temos filmagens, como vândalos na Assembleia. Eu agradeço à Polícia Militar na sua maioria, mas temos imagens e vamos levar ao comando”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa.

Themístocles mencionou ainda que durante a confusão o deputado estadual Robert Rios (PDT) chegou a ser agredido. O presidente da Casa informou que as imagens serão encaminhadas à Corregedoria da Polícia Militar.

O G1 entrou em contato com a Corregedoria da PM e foi informado que todos os fatos serão apurados como em qualquer outra manifestação.

A PEC que trata de mudanças no regime fiscal e previdenciário do estado prevê o aumento da contribuição previdenciária de servidores e também limites individualizados para as despesas primárias correntes. O novo regime fiscal deve vigorar até 2026, nos poderes executivo, judiciário, legislativo, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado e da Defensoria Pública do Estado. Uma revisão seria possível a parti de 2021.

O peemidebista afirmou que a defesa da PEC como fundamental para não atrasar salários é uma tese pessoal, mas defendeu que o governo do estado adote o mesmo discurso. “Eles deveriam meditar um pouco, a equipe econômica do estado, para dizer isso para a população. Eu estou acompanhando o que acontece em vários estados do Brasil. O pior é atrasar os salários dos servidores”, enfatizou Themístocles Filho.

Segundo o presidente, é preciso aprovar a PEC para garantir investimentos para o estado no ano de 2017. “O Piauí pediu R$ 1 bilhão em recursos emprestados ao governo federal em injeção de recursos na economia. Sem recursos na economia o Piauí vai arrecadar menos e o governo federal vai repassar menos recursos para o Piauí e vamos perder investimentos”, comentou o presidente da Assembleia acrescentando que sem a emenda vai haver atraso de salários.

O presidente da Assembleia Legislativa reclamou também das manifestações que aconteceram na quarta-feira. “Ânimos foram exaltados por alguns setores, que não precisava. Nós somos aqui a casa do entendimento, do diálogo. O que houve com essa agressão ontem é que dificultou o apoio para votar não”, falou Themístocles Filho. O parlamentar enfatizou ainda que a PEC só volta a tramitar após a volta do governador da Europa, prevista para esta sexta-feira (23), ocasião em que o Orçamento para 2017 deve voltar à pauta.
Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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