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Promotor denuncia tenente do Exército por feminicídio e dupla tentativa de homicídio no Piauí.

Publicada em 18 de Julho de 2017 às 19h06 Versão para impressão

O Ministério Público do Piauí apresentou denúncia por feminicídio contra o tenente do Exército Brasileiro, José Ricardo da Silva Neto, pelo assassinato da estudante Iarla Lima Barbosa. O promotor Ubiraci Rocha apresentou a denúncia como homicídio triplamente qualificado. O tenente ainda foi denunciado por tentativa de homicídio contra a irmã de Iarla, Ilana Lima Barbosa e a outra mulher que estava no carro.

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Ubiraci Rocha elaborou a denúncia considerando que houve um feminicídio por parte do tenente contra a estudante. “Entendemos na denúncia que o tenente foi o autor da morte da namorada por homicídio triplamente qualificado com a conotação de feminicídio, que é uma qualificadora”, afirmou o promotor. Desde 2015 o feminicídio está incluído no Código Penal como agravante do crime de homicídio, classificado como crime hediondo.
José Ricardo da Silva Neto também vai enfrentar uma denúncia por dupla tentativa de homicídio contra as duas mulheres que estavam no banco traseiro do carro. “É (tentativa de homicídio) duplamente qualificado contra a irmã e uma colega”, disse Ubiraci Rocha. Uma pistola calibre 380 foi apreendida após o crime com o tenente do Exército, no condomínio em que ele morava e para onde levou o corpo de Iarla.
O homicídio aconteceu no dia 19 de junho, no bairro Santa Isabel, zona Leste de Teresina. A morte aconteceu após uma discussão em que o tenente sacou a arma e matado a namorada, que estava no banco do passageiro. Após o assassinato o tenente disparou contra as mulheres que estavam no banco traseiro. Durante a situação, ele disparou acidentalmente contra si e foi ferido na perna.

'Não faz isso, por favor', foram as últimas palavras de Iarla
Uma semana após o crime, Ilana Lima Barbosa, falou ao G1 contando em detalhes os últimos momentos da irmã com vida. "Foi tudo muito rápido, ela nunca imaginava passar por aquilo. Tanto que ela se assustou quando ele apontou a arma para ela e pediu, 'Não faz isso, por favor. Não faz isso Silva Neto", contou Ilana à época acrescentando que no momento dos tiros já havia entendido que a irmã estava sem vida.
Também em entrevista ao G1, a mãe de Iarla, Dulcineia Lima, disse que imaginava como a mãe do tenente estaria se sentindo. "A dor dela nunca será como a minha. Eu perdi a minha filha e nada vai trazer ela de volta. Mas fico imaginando como ela deve estar se sentindo. Tão decepcionada, tão preocupada. Sou mãe também, sei que qualquer coisa que aconteça com um filho é uma dor muito grande", afirmou uma semana após o crime.
TERESINA
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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