Recuperação das margens do Rio Poti é discutida em reunião.

Publicada em 19 de Janeiro de 2017 às 01h42 Versão para impressão

Para discutir a possibilidade de recuperação das margens do Rio Poti de forma mais humanizada, o prefeito Firmino Filho recebeu na manhã de hoje (18) o arquiteto paisagista Luiz Vieira, também coordenador do projeto Parque Capibaribe, de Recife (PE), que poderá servir de inspiração para um projeto voltado para melhorias das margens do Rio Poti.

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O projeto é um plano grandioso que, além de ter um viés ambiental e de embelezamento, é voltado para inclusão dos habitantes no seu próprio espaço, sem deixar de lado o contexto e opinião de quem vive nas áreas a serem transformadas. Na reunião, que também contou com a presença do secretário municipal de Meio Ambiental e Recursos Hídricos (Semam), Olavo Braz, e do arquiteto Júlio Medeiros, foi explanada toda a funcionalidade e operacionalidade do Parque Capibaribe.

"Esse projeto do Rio Capibaribe, um plano de desenvolvimento urbano sustentável fantástico, poderá nos dar um norte para pensarmos na recuperação das margens do nosso Rio Poti. Essa ideia de integrar as águas, áreas verdes e espaço pode dar ao povo uma maior sensação de pertencimento ao que já é seu", destacou o secretário Olavo Braz.

O projeto apresentado pelo pesquisador Luiz foi inspirado em experiências de cidades como Paris, Amsterdã, Nova York, Medellín, Seul e Madri, para a construção de lugares socialmente inclusivos, economicamente produtivos e ambientalmente sustentáveis para o Recife. Desse modo, serão implementadas outras paisagens, locais de permanência e circulação, com a ampliação das opções de transportes e novas opções de conexões no espaço.

Na oportunidade, o prefeito Firmino Filho também fez suas colocações, dando como exemplos o Parque Lagoas do Norte, Parque da Cidadania e Parque Ambiental do Complexo Turístico da Ponte Estaiada.


PROJETO PARQUE CAPIBARIBE
O projeto Parque Capibaribe é fruto de convênio de cooperação técnica entre a Prefeitura da Cidade de Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A ideia é transformar os 30 km de margens do rio na cidade em uma via-parque, buscando a aumentar a taxa de área verde pública, que atualmente é de 1,2 m² por habitante, para 20 m² por habitante em 2037, quando o Recife completa 500 anos.

O objetivo principal é integrar a cidade ao rio, com um projeto que prevê a criação de doze pontes para pedestres, além da criação de oito parques temáticos, explorando as potencialidades existentes em cada polo. Os parques próximos, como o da Jaqueira, passam a ser integrados ao rio através de ruas-parque, que seriam vias verdes, muito arborizadas, de forma a melhorar a oxigenação da cidade.

Reunindo especialistas de diversas áreas, a iniciativa visa integrar os espaços da cidade, promovendo mobilidade, convivência e preservação. Com 30 quilômetros de extensão e uma abrangência territorial de 7.250 hectares, o projeto vai melhorar diretamente o dia a dia de cerca de 400 mil pessoas.
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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