Publicada em 25 de Janeiro de 2016 �s 16h31
Na manhã desta segunda-feira (25), a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Sasc) foi sede de evento sobre o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O evento, realizado por meio de uma mesa de diálogo foi composta pela Coordenação de Política de Promoção de Igualdade Racial da Sasc, Defensoria Pública do Estado, Coordenadoria de Equidade da Sesapi e Centro de Referência de Direitos Humanos da Prefeitura de Teresina. O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é comemorado no dia 21 de janeiro. Segundo a coordenadora de Política de Promoção de Igualdade Racial da Sasc, Assunção Aguiar, a discussão estimula a sociedade a vencer o preconceito e a discriminação religiosa. “Apesar de a constituição do país estabelecer a livre manifestação religiosa, há discriminação e preconceito, sobretudo quanto a religiões de matrizes africanas, como a umbanda e o candomblé”, disse a coordenadora. A intolerância religiosa representa um dos problemas mais delicados em nosso planeta, segundo o secretário da Sasc, Henrique Rebelo a luta contra a discriminação e intolerância religiosa é um fenômeno contemporâneo e que deve ter o respaldo de todos. “A sociedade deve se modernizar em todos os sentidos, inclusive abandonando os preconceitos e discriminação de origem religiosa, é preciso que cada cidadão respeite a escolha do outro”, disse Henrique Rebelo.
Ainda de acordo com secretário da Sasc, encontra-se no Palácio de Karnak para apreciação jurídica, o Plano de Igualdade Racial dentro do estado do Piauí para a implementação e o compromisso com a promoção da política de igualdade racial, por meio do trabalho de cadastramento das comunidades quilombolas e terreiros. Henrique Rebelo reafirmou o compromisso de promover a política de igualdade racial e a luta contra intolerância religiosa e faz questão de manter a integração e intercâmbio entre a Sasc e todas as outras entidades religiosas do Estado. O evento foi realizado por meio da Diretoria de Unidade de Direitos Humanos (DUDH), através da Coordenação Estadual de Politica de Promoção de Igualdade Racional da Sasc. O evento contou com a participação de líderes de diversas religiões praticadas no Piauí como representantes das religiões de matrizes africanas, católica, evangélicos e etc. Sobre o Dia 21 O dia 21 de janeiro é uma referência a ataques sofridos por Mãe Gilda, em Salvador. Com a saúde fragilizada em decorrência de agressões ocasionadas por intolerância religiosa, Mãe Gilda faleceu em 21 de janeiro de 2000. Como forma de reconhecimento, o Governo Federal instituiu, no ano de 2007, o 21 de janeiro como o Dia de luta contra a intolerância religiosa.