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Saúde Mental mostra avanços no Estado do Piauí

Publicada em 10 de Outubro de 2012 às 12h17 Versão para impressão

  						Fórum de Saúde Mental						 (Foto:Adriano Magno/Sesapi)					Fórum de Saúde Mental (Foto:Adriano Magno/Sesapi)

O Dia Mundial da Saúde Mental é comemorado nesta quarta-feira (10). O tema deste ano alerta para os males causados pela depressão. A doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 350 milhões de pessoas de todas as idades. Para lembrar a importância da data, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) vem realizando várias atividades durante toda a semana.

Desde o inicio do mês, a Sesapi, através da Gerência de Saúde Mental, vem mobilizando os municípios do Estado que possuem Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) a desenvolverem ações.

Em Teresina, por exemplo, foi realizado, nesta quarta-feira (9), o I Fórum sobre a Implantação da Rede Estadual de Atenção Psicossocial (Raps). “As Residências Terapêuticas, associações e Caps de vários municípios participaram do evento trazendo suas experiências. Os serviços oferecidos têm surtido efeitos positivos, tanto no aspecto da melhora no acesso, como na recuperação parcial e total de dezenas de pacientes”, afirma Deusa Fernandes, gerente de Saúde Mental da Sesapi.

A abertura do evento foi marcada por depoimentos emocionantes de profissionais e usuários. A paciente Lédia, de 45 anos, comoveu os participantes. Depois de viver 12 anos acorrentada pela família por conta de transtornos mentais, ela foi submetida a tratamento na Residência Terapêutica do bairro Memorare obtendo resultados satisfatórios.

“Adoro meus amigos da residência, me tratam muito bem. Hoje estou feliz por estar com vocês nesse evento”, afirmou. As Residências Terapêuticas são conveniadas pela Sesapi e, de acordo com o Ministério da Saúde, podem atender até oito pacientes.

“Estes pontos residências são apenas um tópico das dezenas de serviços que estamos desenvolvendo em Teresina e no interior. Outras cidades se destacam, como Floriano que já possui o CAPS-AD-III, que funciona em regime de 24h. Queremos expandir através da implantação da Raps todos estes serviços”, enfatiza Deusa Fernandes.

Segundo a representante do Ministério da Saúde, Paula Guerra, a Política Nacional de Saúde Mental, apoiada na Lei 10.216/01, busca consolidar um modelo de atenção à saúde mental, aberto e de base comunitária. “O modelo brasileiro conta com uma rede de serviços e equipamentos variados tais como, os CAPS - os Serviços Residenciais Terapêuticos, os Centros de Convivência, mas para isso é preciso o apoio condicional dos municípios, deixando de lado as questões partidárias e mostrando que o que vale é dar qualidade de vida à população”, destaca.

Pelo interior do Piauí merecem destaque os CAPS de Água Branca, Floriano e São João do Piauí. A coordenadora do CAPS de São João do Piauí, Lívia Rocha, mostrou experiências exitosas no fórum. “Um homem que foi excluído pelos pais, se entregou ao mundo das drogas e do álcool e de repente se descobre com um talento voltado para as artes plásticas, mostra que quando se tem estrutura e profissionais qualificados é possível recuperar essas pessoas”, disse a psicóloga, que finalizou sua apresentação mostrando telas pintadas pelo paciente.

Várias atividades também foram desenvolvidas por associações com o apoio da Sesapi no I Ciclo de Palestras sobre Saúde Mental. O evento acontece até esta quarta-feira, no Cine Teatro da Assembleia Legislativa.

A décima edição do Saúde Mental em Dados, um levantamento do Ministério da Saúde sobre a Rede de Atenção Psicossocial no Brasil, mostra o Piauí como o sexto estado com melhor cobertura de CAPS. O estado saiu da média de 0,03 em 2002 para 0,91 em 2011. Apenas Paraíba (1,27), Sergipe (1,16), Rio Grande do Sul (1,07), Ceará (0,95) e Rio Grande do Norte (0,92) obtiveram desempenho superior. A cobertura assistencial do país chegou a 0,72 CAPS por 100.000 habitantes.

10 de Outubro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 450 milhões de pessoas são atualmente afetadas por desordens mentais e neurológicas, sendo que milhões nunca buscarão ou receberão tratamento. Transtornos mentais são reais, diagnosticáveis, comuns e universais. Se não tratados, podem produzir sofrimento e graves limitações nos indivíduos, além de perdas econômicas e sociais.



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Fonte: Governo do Estado  |  Edição:

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