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Sem acordo com a prefeitura de Teresina, greve dos servidores da saúde completa 24 dias.

Publicada em 03 de Abril de 2017 às 18h34 Versão para impressão

Sem  previsão para o retorno do pagamento da insalubridade, os servidores da saúde pública municipal continuam em greve em Teresina. O movimento já dura 24 dias. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), os atendimentos mais comprometidos são de inspeção sanitária, saúde mental, consultas do Programa Saúde da Família (PSF) e atendimento administrativo nos hospitais.

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"O principal motivo da greve foi a retirada do benefício, mas a adesão do movimento deve aumentar a medida que a prefeitura não der resposta a respeito do reajuste anual, que é previsto por lei. Desde que iniciamos a greve em abril, a FMS [Fundação Municipal de Saúde] não abriu canal de negociação", declarou Sinésio Soares, presidente do Sindserm.
Conforme o sindicato, cerca de três mil servidores tiveram corte de insalubridade sem aviso prévio. Com a greve, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Assistência Psicossocial (CAPS), o Núcleo de Apoio ao Programa de Saúde da Família, Vigilância em Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental e Zoonoses estão funcionando apenas com 30% dos trabalhadores.
Em nota, a FMS voltou a afirmar que laudos sustentam a retirada da gratificação e destacou não poder pagar por algo ilegal, porque seria improbridade administrativa. O órgão informou ainda que os servidores podem recorrer na Justiça. Sobre os atendimentos, a Fundação garantiu que eles continuam sendo feitos pelos 30% dos trabalhadores.
Em estado de greve, o veterinário da Gerência de Vigilância Sanitária Municipal (Gevisa) Marcus Valério lamentou a falta de negociação e o corte do benefício desde março. Segundo ele, os servidores recebem a insalubridade desde que entraram no serviço público.
"Tenho amigos que já recebem este adicional há 30 anos. Desde que comecei a trabalhar na Gevisa recebo, agora cortaram sem avisar. O laudo que a Fundação diz ter nem visita aos locais de trabalho fizeram. Sem o nosso trabalho não tem emissão da licença sanitária, fiscalizações de denúncias a abatedouros clandestinos, hotéis, motéis, restaurantes, hospitais e clínicas odontológicas", disse Marcus Valério.
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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