Maluf chega a SP para cumprir prisão domiciliar.

Publicada em 30 de Março de 2018 às 22h10 Versão para impressão

O deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) chegou à cidade de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira (30) após deixar o hospital Home, em Brasília, por volta das 11h40. Segundo laudo médico, o quadro de saúde dele é "estável" e, por isso, ele foi transportado ainda nesta sexta para São Paulo em um jato particular acompanhado do médico Sérgio Nahas.

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Maluf pousou no Aeroporto de Congonhas por volta de 13h37. O deputado federal foi colocado em uma van. Em seguida, Maluf foi colocado em um carro preto que o levaria para sua casa na região dos Jardins. O deputado chegou em casa por volta de 14h13.

Maluf estava internado desde a última quarta-feira (28) após sentir "fortes dores" na lombar. Apesar da transferência, o hospital recomenda que ele dê continuidade ao tratamento e faça novos exames na capital paulista.

Em nota, a defesa de Maluf disse: "Em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal, o médico particular do deputado Paulo Mafuf, Sérgio Nahas, e o advogado Jorge Nemr, foram a Brasília nesta sexta-feira (30), para acompanhar o deslocamento do deputado em direção a São Paulo, onde cumprirá prisão domiliciar. 'Ele ainda está debilitado. O ideal seria que ele fosse diretamente ao hospital para exames. Isto será requisitado ao STF e ao juiz responsável pela execução penal', dizem os advogados Ricardo Tosto, Kakay e Jorge Nemr."



O parlamentar deixa o Complexo Penitenciário da Papuda, onde estava preso desde 22 de dezembro do ano passado, para cumprir prisão domiciliar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a internação.

No despacho da decisão, o ministro Dias Toffoli afirma que documentos apresentados pela defesa de Maluf demonstram que o deputado, aos 86 anos, "passa por graves problemas relacionados à sua saúde no cárcere, em face de inúmeras e graves patologias que o afligem". As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi.

Ele foi condenado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pena de 7 anos e 9 meses de prisão por lavagem de dinheiro no período em que foi prefeito de São Paulo – entre 1993 e 1996.

Questionada sobre a possibilidade de utilizar a tornozeleira eletrônica para monitorar a prisão domiciliar de Paulo Maluf, a Secretaria de Segurança do DF informou que essa decisão cabe ao próprio STF. No habeas corpus obtido pelo G1, o dispositivo não é mencionado.

Saúde debilitada

Segundo o Hospital Ortopédico e Medicina Especializada (Home), onde Maluf foi internado, uma ressonância feita na quarta (28) identificou a compressão de nervos na coluna vertebral.

Por conta disso, o deputado recebeu analgésicos "potentes", anti-inflamatórios e opióides. Ele também foi submetido a uma infiltração com corticoite na base da coluna.

Na madrugada de quinta (29), Maluf "apresentou leve desconforto respiratório" e precisou de oxigênio suplementar, segundo boletim divulgado pelo hospital. No mesmo dia, ele passou por uma punção na coluna e outros exames de controle.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, chegou a dizer ao G1 que o quadro de saúde do parlamentar era "grave, com constante e diário comprometimento, inclusive com permanente risco de óbito".

De acordo com a defesa, Maluf tem problemas cardíacos e ortopédicos, além de câncer de próstata e diabetes.

Pedidos negados
Em 9 de março, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Jorge Mussi negou um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Maluf.

Ao negar o pedido, Mussi afirmou que, até então, as informações da Vara de Execuções Penais do DF davam conta de que o parlamentar tinha recebido "assistência médica adequada" na prisão.

Antes disso, outras solicitações semelhantes haviam sido rejeitadas pela Justiça, como a do Tribunal de Justiça do DF, que negou um pedido de liberdade em janeiro. Na ocasião, a defesa argumentou que o sistema penitenciário "desumano e despreparado" não tinha condições de dar segurança a Maluf.

PAULO MALUF
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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