Ex-PM acusado de matar namorada com tiro na cabeça vai a Júri Popular no Piauí.

Publicada em 04 de Abril de 2018 às 16h34 Versão para impressão

O ex-policial militar Allison Wattson da Silva Nascimento acusado de matar a namorada, a estudante Camila Abreum, vai à Júri Popular. Na decisão, divulgada nessa terça-feira (3), a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou o réu pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A vítima foi morta com um tiro na cabeça em outubro de 2017.

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De acordo com a juíza, as declarações prestadas pelo acusado, os depoimentos e as provas periciais comprovam homicídio doloso, que é o requisito para que o caso seja julgado pelo Tribunal Popular do Júri. "A pretensa desclassificação para homicídio culposo é inviável nesta fase", declarou a juíza na decisão.

A magistrada considerou que "a desclassificação só pode ser reconhecida se houver provas indubitáveis de que o acusado previu o resultado, porém não o desejou ou não assumiu o risco, o que não ocorre nestes autos".

O acusado tentou alegar insanidade mental por fazer tratamento psiquiátrico e tomar medicação, mas teve o pedido de análise negado pelo juiz Carlos Hamilton Bezerra Lima, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. O magistrado afirmou em sua decisão que não havia motivo para a apuração.

Durante a audiência de instrução do caso, em fevereiro de 2018, o ex-PM negou ter cometido o assassinato. Durante as investigações, ele chegou a confessar o homicídio para a polícia afirmando que houve uma briga e que o disparo teria sido acidental.

O crime



O crime aconteceu na madrugada do dia 26 de outubro de 2017, quando Camilla foi vista pela última vez. Inicialmente, a família acreditou que a estudante estivesse desaparecida. No entanto, após investigações, a polícia informou que a jovem foi assassinada e iniciou as buscas pelo corpo.

O corpo da vítima foi encontrado no povoado Mucuim, na BR-343, no dia 31 de outubro. A prisão do acusado ocorreu no mesmo dia. De acordo com a Delegacia de Homicídios, o laudo do exame cadavérico da estudante aponta que ela foi morta com um disparo de arma de fogo na cabeça e que o tiro não foi acidental.

A prisão temporária do capitão Allison Wattson foi convertida em preventiva no dia 27 de novembro de 2017. Em fevereiro de 2018, a Polícia Militar do Piauí (PM-PI) decidiu pela expusão de Alisson Wattson da Silva Nascimento da corporação.

TERESINA
Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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