Publicada em 20 de Janeiro de 2016 �s 15h40
Trinta e nove estudantes de diversas instituições de ensino superior do país ficarão alojados durante 15 dias na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Eles são participantes do Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), cuja 4ª edição é sediada em Teresina. O projeto do Ministério da Saúde promove debates em torno da realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), como agente transformador e defensor da saúde pública no Brasil.
Do dia 17 a 31 de janeiro graduandos dos cursos de Medicina, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Odontologia, de vários estados do país estão reunidos para conhecer e vivenciar os serviços de saúde, e verem na prática a dinâmica da profissão. Estimular o lado social e uma maior afetividade com a profissão é um dos objetivos do projeto. “A ideia é colocar o estudante com a realidade social e cultural do país. A formação do profissional de saúde é muito técnica-científica , o VER-SUS está para mudar essa situação, mostrar a verdade sobre o SUS, nos seus muitos pontos positivos, não apresentados pela mídia”, pontua o coordenador do projeto em Teresina, Leonardo Sales, docente de Psicologia da Uespi.
Para o estudante Leonardo Gomes, do curso de Psicologia, da Faculdade Ciências da Vida em Minas Gerais, a realidade do SUS é um processo bem elaborado. “Falta mesmo o conhecimento da população, e muitas vezes treinamento dos profissionais, através dos programas, para que haja uma melhor adequação nos setores”, destaca. E enfatiza que a proposta do SUS é eficaz, o que falta é disseminar a informação para se entender o que é vivido, e como acontece a relação do programa com as pessoas.
“Nós somos usuários do SUS – mesmo que se tenha um plano de saúde – utilizamos ele desde consultas a casos de alto grau de complexidade, como transplante de órgãos.” disse Raul Denner, estudante de Fisioterapia da FACID. Para ele, a vivência nesses 15 dias é para ver como funciona o sistema, e claro apontar os erros, mas buscar estratégias que possam vir a somar e otimizar o SUS.
O VER-SUS conta com a organização de 3 alunos e 6 facilitadores. Eles têm a função de orientar os graduandos durante o encontro. O critério para essa seleção é o aluno ter participado de alguma edição do projeto ou ter vivência dentro do SUS. O projeto recebeu R$ 30 mil reais da Rede Unida Colaborativa e da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), para custeio de alimentação, transporte e alojamento dos estudantes.
“O projeto é feito de estudantes para estudantes. Todo mundo aprende junto, estamos em equidade nesses dias de vivências”, disse Gilmara Carvalho, uma das organizadoras do VER- SUS, discente do Curso de Fisioterapia da Uespi. De acordo com ela, são 39 estudantes passando por vivências em lugares diferentes, separados em 3 grupos que visitam os hospitais da prefeitura, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais de maior complexidade, como o Hospital Getúlio Vargas. “A grande questão desse projeto é a mudança dos futuros profissionais da saúde ao entendermos as concepções do que é doença, saúde e vida”, conclui Gilmara.