Publicada em 16 de Junho de 2014 �s 07h09
De um lado, o melhor jogador do mundo, mas com poucos craques à sua altura para auxiliá-lo. Do outro, vários craques versáteis, sem que nenhum se destaque demasiado sobre os outros. O Portugal de Cristiano Ronaldo e a Alemanha de Özil, Müller, Lahm, Schweinsteiger, Khedira, Podolski, Klose e cia. se enfrentam às 13h desta segunda (16), na Fonte Nova (Salvador), pelo Grupo G, que reúne ainda Gana e EUA. saiba mais Fifa se cansa de críticas e rebate uma a uma; veja respostas Inglaterra e Itália se enfrentam hoje temendo calor amazônico Sem Suárez, Uruguai estreia contra Costa Rica e risco de zebra Felipão não quer mudar time, o que fez em 2002 Buffon torce tornozelo e pode desfalcar Itália em estreia Leia mais sobre Copa 2014 Promete ser o segundo jogaço em três dias no estádio baiano, que na sexta recebeu um dos mais surpreendentes duelos da Copa até aqui –Espanha 1 x 5 Holanda. Os atletas dos dois times que chegaram ao Brasil como dúvidas, entre eles Cristiano Ronaldo, foram dados como recuperados neste domingo. Semifinalista nas três Copas anteriores (vice em 2002 e terceira em 2006 e 2010), a Alemanha guarda outra diferença crucial para o "exército de (quase) um homem só" português –o advérbio sendo deferência a João Moutinho, Nani e Coentrão. Como reflexo da safra privilegiada alemã, mas também das invencionices do técnico Joachim Löw, nunca há um time titular fechado. Pelo menos desde o começo de 2013, os alemães jamais repetiram uma escalação dois jogos seguidos. Daniel Vorley/AGIF/Folhapress Cristiano Ronaldo durante treino da seleção de Portugal SEM DÚVIDAS O Portugal de Paulo Bento, ao contrário, tem como trunfo a aposta na manutenção dos seus 11 titulares, sobre cujos nomes nunca pairam muitas dúvidas. "Não temos um time titular fixo, o que temos são 23 jogadores que estão prontos para entrar a qualquer momento. Os que estão no banco não substitutos de A, B ou C, mas são os que trazem uma nova visão, podem mudar um jogo completamente", disse Löw. "Os que virão do banco deverão fazer a diferença. São especialistas nisso e podem atingir o adversário em seu ponto mais sensível. Penso sempre não em 11, mas em 14 jogadores", acrescentou o técnico alemão, que nunca divulga previamente sua formação inicial. Para o jogo de hoje, há pelo menos três incertezas (Schweinsteiger começa? Podolski ou Schürrle no meio ofensivo? Höwedes ou Durm na lateral esquerda?). Matthias Schrader/Associated Press Jogadores da Alemanha treinam na Bahia Portugal, por sua vez, "não altera seu estilo de jogo, sua identidade, de acordo com o adversário", nas palavras do meia João Moutinho. Tem entre Postiga ou Hugo Almeida a única dúvida para a partida. Embora na prática seja outra história, Cristiano Ronaldo diz que estará em campo para ser mais um. "Um jogador não faz uma equipe. Estou aqui para ajudar. Evidentemente posso fazer a diferença, mas não carrego a equipe nas costas. Não tenho essa ambição", afirmou o craque do Real Madrid. ABISMO O abismo econômico que separa os países europeus (o PIB per capita alemão é o dobro do português) se revela também no futebol: na Alemanha, só três dos prováveis titulares jogam no exterior; em Portugal, somente um joga no próprio país, o goleiro Rui Patrício. Será a 100ª partida da Alemanha em Mundiais, quesito no qual os tricampeões são insuperáveis (o Brasil tem 98 jogos), e o 18º confronto contra Portugal. Os alemães têm 9 vitórias, ante 3 dos portugueses –são 5 empates. Portugal não vence o duelo desde 2000 (3 a 0, na Eurocopa). De lá para cá, foram três derrotas, uma delas na disputa pelo terceiro lugar na Copa-2006.