O governador Wilson Martins confirmou a indicação do ex-deputado Luiz Gonzaga Paes Landim para o comando da Secretaria de Mineração, Petróleo e Energia Renovável, nova pasta que será criada no âmbito da administração Estadual. O anuncio aconteceu nesta segunda-feira (19), durante a solenidade de posse do novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador Haroldo Rehem.
Natural de São João do Piauí, Luiz Gonzaga pertence à tradicional família Paes Landim. Procurador aposentado do Estado, ele foi deputado estadual por três legislaturas (1979 – 1991) e já assumiu cargos em diferentes governos.
Durante a administração do prefeito Wall Ferras, em Teresina, Luiz Gonzaga foi chefe do Grupo Especial de Assessoramento, órgão ligado à Secretaria da Educação, e depois foi nomeado para a representação de Teresina junto à administração federal, em Brasília. Também atuou, em 1975, como Secretário-Chefe de Gabinete de Wall Ferraz. Nessa época, por incontáveis vezes, foi prefeito-substituto, permissivo constitucional então em vigor.
Durante no primeiro governo Mão Santa (PMDB), Luiz Gonzaga Paes Landim comandou por um período a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Já no governo Wellington Dias (PT) foi diretor de recursos minerais da Companhia do Desenvolvimento do Piauí (Comdepi). Também integrou a coordenação estadual do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Núcleo de Estudos e Projetos Especiais.
Luiz Gonzaga Paes Landim já foi filiado ao PDS e depois ao PFL. Com a vitória de Wellington Dias, em 2002, e a consequente reconfiguração de forças políticas, ele migrou para o PL e abriu a vaga na disputa eleitoral para o irmão, Paulo Henrique Paes Landim.
Atualmente ele está filiado ao PSB, mesmo partido do governador Wilson Martins. Nas eleições de 2010 Luiz Gonzaga disputou sem sucesso uma vaga na Câmara Federal.
A secretaria
A Secretaria de Mineração, Petróleo e Energia Renovável foi proposta com o objetivo de executar políticas públicas no âmbito de recursos minerais. A pasta comportará um secretário e 21 cargos comissionados.
A criação da secretaria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado e passou sem problemas pelo plenário, onde o governo conta com 26 dos 30 deputados.