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Modelo acusada de golpes tenta levar a vida normalmente, diz defesa.

Publicada em 13 de Novembro de 2015 às 23h45 Versão para impressão

 A defesa da modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, de 25 anos, acusada de aplicar golpes nas redes sociais, conta que a jovem tenta retomar sua rotina. Em liberdade há dois meses, ela está morando com familiares em Goiânia. “Ela está tentando levar a vida normalmente”, disse ao G1 o advogado Flávio Cavalcante.
Presa em 11 de agosto, Bruna deixou o presídio no dia 9 de setembro, quando foi condenada a prestar serviços comunitários e ao pagamento de multa de 10 salários mínimos por estelionato. No julgamento, a modelo confessou os crimes e disse que estava arrependida. A defesa recorreu da decisão da Justiça pedindo a absolvição da jovem, o que ainda não foi analisado.
Além dos casos julgados, Bruna é suspeita de aplicar outros golpes, que são investigados na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon). Após a repercussão da prisão da modelo, o delegado Eduardo Prado informou que mais de 100 pessoas ligaram na delegacia se dizendo vítimas da jovem. No entanto, a maioria das denúncias não teve andamento.

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“A maioria das pessoas não fez, efetivamente, uma ocorrência, pois às vezes acha que não vai dar em nada. Falta interesse das vitimas, que não vão à delegacia ou não mandam documentos”, explicou ao G1 o titular da Decon.
Por enquanto apenas o inquérito de uma vítima foi concluído pelo delegado e encaminhado ao Judiciário. No entanto, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) informou que os autos não chegaram ao órgão até o final da manhã desta sexta-feira (13).
O delegado afirmou que outro inquérito, que contém três casos, está finalizado. Nele, as vítimas tiveram, juntas, um prejuízo de R$ 10 mil. Segundo Prado, o procedimento não foi encaminhado ao Poder Judiciário por causa da greve dos servidores, o que impossibilita o andamento do processo.
O Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (Sindjustiça) explicou que, durante a greve, apenas processos que são considerados urgentes e inadiáveis são recebidos. Como no caso em questão não há uma prisão em flagrante, se trata de uma demanda ordinária, que não é atendida durante a greve. A paralisação terá o rumo definido em assembleia na tarde desta sexta-feira.
O delegado informou que muitas pessoas lesadas o procuram para dizer que Bruna não as ressarciu, como havia prometido durante o julgamento. “Essas vítimas a veem em bares famosos e com uma vida de alto padrão. Isso gera uma revolta, um constrangimento”, ponderou o delegado, que investiga, atualmente, mais dez denúncias contra a modelo.
Golpes
Bruna é suspeita de aplicar outros golpes em clientes de vários estados. Segundo a Polícia Civil, a jovem mantinha perfis nas redes sociais de venda de produtos importados para aplicar os golpes. Após receber o pagamento dos itens, ela não entregava as encomendas, alegando problemas de saúde ou familiares.
Para que pudesse receber o dinheiro das falsas vendas, ela usou contas bancárias de cerca de dez pessoas, que tinham emprestado os dados a ela.



Bruna chegou a mentir que estava com câncer para receber dinheiro do ex-namorado Ryan Balbino, que mora no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, a modelo fingiu ser o próprio pai para dar notícias sobre uma falsa operação para tratar um câncer no útero. O homem revela que depositou mais de R$ 15 mil para o falso tratamento. Ele só desconfiou e denunciou a namorada um tempo depois, após visitar parentes dela em Goiânia.

Durante a investigação, vítimas comentaram com a jovem da possibilidade de ela ser presa, mas ela desdenhava do procedimento. "Meu orixá é forte", escreveu em um dos trechos de conversas divulgadas pela Polícia Civil.
Em outra conversa, uma suposta vítima diz: "Ainda vou te ver atrás das grades". Em tom de ironia, a modelo responde: "Sério amor? kkkkkkk. Será?". Na mesma conversa, a cliente afirma que a jovem "nem sonha como estão as investigações". Porém, a suspeita rebateu: "Aguardo ansiosamente por esse dia".
O delegado responsável pelas investigações afirma que, como Bruna, há várias pessoas que usam da beleza e inteligência para aplicar golpes. "Não há padrão, não existe um perfil biológico do bandido, pode ser a pessoa que está do seu lado", alerta Prado.
Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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