Piaui em Pauta

1° de Maio em SP tem discursos com críticas à inflação e defesa de Dilma.

Publicada em 01 de Maio de 2013 às 20h44


Cr?ticas ? infla??o e defesa da pol?tica econ?mica do governo Dilma Rousseff deram o tom dos discursos de pol?ticos e sindicalistas durante o 1? de Maio em S?o Paulo. O senador A?cio Neves (PSDB) disse que o governo ? leniente com a alta dos pre?os, enquanto o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presid?ncia da Rep?blica, Gilberto Carvalho, afirmou que Dilma "zela como uma leoa contra a infla??o".

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A cidade de S?o Paulo recebeu dois eventos nesta quarta (1?). O primeiro deles ocorreu pela manh? na Pra?a Campo de Bagatelle e foi organizado pela For?a Sindical. J? no Centro da cidade, no Vale do Anhangaba?, a Central ?nica dos Trabalhadores (CUT) reuniu sindicalistas durante a tarde.

Um dos primeiros a discursar no palco da For?a Sindical, Paulo Pereira da Silva - o Paulinho da For?a, presidente da entidade, anunciou uma campanha para que sal?rios sejam reajustados automaticamente toda vez que a infla??o alcan?ar 3%. "Nossos sindicatos, a partir de hoje, come?am mobiliza?es e assembleias, negocia??o e greves", afirmou.

J? o ministro do Trabalho, Manoel Dias, que tamb?m esteve na celebra??o, rejeitou a proposta. "N?o considero hoje necess?rio. Isso pode estimular a infla??o", afirmou. Ele, no entanto, disse n?o ser contra o debate. "? uma proposta e as propostas s?o colocadas para serem discutidas", afirmou.

Infla??o no centro dos discursos
Tamb?m no evento da For?a, o senador mineiro A?cio Neves (PSDB) afirmou que o governo Dilma Rousseff trata com "leni?ncia" a infla??o e que o problema ? um "fantasma que volta a rondar a mesa dos brasileiros". O senador ? um dos nomes cotados pelo PSDB para disputar a Presid?ncia da Rep?blica em 2014.

“O governo n?o tratou com toler?ncia zero a infla??o", afirmou A?cio. "? leniente desde que votou contra o Plano Real apresentado pelo governo Fernando Henrique. N?o h? uma meta real a meu ver, h? uma meta virtual." Segundo A?cio, “a maior das conquistas dos brasileiros est? sendo colocada em risco pelo governo do PT".

As cr?ticas foram rebatidas na sequ?ncia pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presid?ncia da Rep?blica, Gilberto Carvalho, que defendeu o cuidado de Dilma com a infla??o. "N?o ? verdade que a infla??o vai subir. Teve um pico nos ?ltimos meses e voc?s sabem o motivo. A presidente Dilma zela como uma leoa contra a infla??o", afirmou o ministro.

Clima eleitoral
O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirmou durante a festa do sindicato no Vale do Anhangabau que h? uma tentativa de se criar um clima de que h? infla??o no Brasil para influenciar nas elei?es de 2014.

"Querer comparar a conjuntura que o pa?s vive hoje, com a de 10, 15 anos atr?s ? uma quest?o eleitoral, n?o uma quest?o sindical", afirmou Freitas. Ficamos muito preocupados com determinadas propostas que possam gerar clima inflacion?rio. Existe no Brasil uma corrente conservadora que claramente quer gerar um clima inflacion?rio para discutir que o governo perdeu o controle da infla??o e usar isso na campanha do ano que vem", disse o sindicalista.

O prefeito de S?o Paulo, Fernando Haddad (PT), tamb?m esteve nos eventos de comemora??o ao Dia do Trabalho. Pela manh?, anunciou aumento de 79,8% do piso salarial dos servidores municipais. ? tarde, o prefeito criticou a declara??o do senador A?cio Neves em rela??o ? infla??o.

“Acho contradit?rio um pouco o discurso. Os indicadores nossos est?o bem melhores que os deles”, disse em rela??o ao per?odo em que o PSDB esteve ? frente do pa?s. Ele citou dados como a taxa de desemprego e o aumento de sal?rio real. “Campanha tem que ser feita durante o hor?rio eleitoral.”

Outras cr?ticas ao governo Dilma
Ainda em seu discurso, Paulinho da For?a aproveitou para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff e sua rela??o com a classe trabalhadora. "O governo Lula tinha todo um atendimento aos trabalhadores. O governo Dilma tem uma rela??o com o setor patronal. Veja, por exemplo, no caso da Previd?ncia. No ano passado, a Dilma desonerou a folha em R$ 18 bilh?es. Enquanto isso, n?s estamos reivindicando o fim do fator previdenci?rio que custaria R$ 3 bilh?es. Fica muito claro de que lado est? o governo Dilma", disse.

Paulinho ressaltou que a For?a Sindical n?o ? aliada e nem oposi??o ao governo Dilma, mas n?o est? satisfeita. "Como o governo vem fazendo muito pouca coisa para os trabalhadores e muito para o empresariado, cabe a n?s puxar um processo de cr?tica e de insatisfa??o com o governo." Para Paulinho, o posicionamento de Dilma deve favorecer o apoio a candidatos de oposi??o nas pr?ximas elei?es.

Sobre as cr?ticas da For?a ao governo Dilma, o ministro do Trabalho disse que a presidente convidou as centrais sindicais para uma mesa de negocia??o em torno das reivindica?es salariais. O ministro defendeu ainda avan?os trabalhistas conseguidos durante o mandato da presidente, entre eles a retirada de fam?lias da situa??o de mis?ria extrema, a aprova??o da PEC das dom?sticas e a pol?tica de aumento real do sal?rio m?nimo.

A?cio tamb?m se posicionou contr?rio ? presidente Dilma, ao dizer que o governo de Dilma apostou no crescimento exclusivo pela demanda, "mas isso tem um limite". "O problema est? na oferta. Temos um custo Brasil crescente com uma infraestrutura em frangalhos, o momento em que mais precisamos de investimentos. Est? dif?cil avan?ar porque 65% das fam?lias est?o endividadas."

O senador A?cio Neves ainda defendeu a cria??o de empregos mais qualificados. "Precisamos dar um passo al?m, criar empregos mais qualificados. Isso n?o acontece por causa do sucateamento de nosso parque industrial. Precisamos de empregos mais qualificados e isso est? contido na proposta que o PSDB vai apresentar ao Brasil."
Tags: 1° de Maio em SP - Dilma

Fonte: G1  |  Publicado por: Da Redação
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