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Abin paralela: ministros do STF classificam ação clandestina contra integrantes da Corte como grave.

Publicada em 12 de Julho de 2024 às 07h29


?Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam como "graves" as revela?es feitas pela Pol?cia Federal (PF) nesta quinta-feira a respeito de uma a??o clandestina de vigil?ncia por integrantes da Ag?ncia Brasileira de Intelig?ncia (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro. Os funcion?rios faziam parte de uma esp?cie de "Abin paralela", que alimentava grupo de ativistas digitais, gerando assim desinforma??o.

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Segundo as informa?es da PF, o ministro Alexandre de Moraes, relator das investiga?es, foi um dos ministros alvos de vigil?ncia, assim como Dias Toffoli, Luiz Fux e Lu?s Roberto Barroso, atual presidente da Corte.

Reservadamente, magistrados classificaram ao GLOBO como "digna de preocupa??o" e "reveladora" a ocorr?ncia de uma mobiliza??o no seio da ag?ncia de intelig?ncia durante o governo passado contra integrantes da Corte.

At? o momento, contudo, os ministros entendem que os fatos revelados demonstram que o grupo n?o alcan?ou seus objetivos. Ou seja, ao organizar uma mobiliza??o para atingir integrantes do STF, os funcion?rios nada encontraram.

Para um magistrado, o relat?rio da PF joga luz sobre como as a?es da "Abin paralela" eram conduzidas de "qualquer forma".

As investiga?es da PF sugerem, por exemplo, a discuss?o por parte da "Abin paralela" de a?es violentas contra Moraes, que inclu?am dar um "tiro na cabe?a" do magistrado.

Em mensagens trocadas em agosto de 2021, membros da estrutura paralela discutiam sobre um inqu?rito da PF, que investigava um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral, quando um dos investigados diz: “T? ficando foda isso. Esse careca t? merecendo algo a mais”.

Outro investigado responde: “7.62” (termo que se refere ? calibre de muni??o). Neste momento, o interlocutor acrescenta: “head shot”, que na tradu??o para o portugu?s significa “tiro na cabe?a”.

A a??o contra Barroso visava “desacreditar o processo eleitoral”. De acordo com a PF, o magistrado, que tamb?m estava ? frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi alvo da organiza??o criminosa, que tentava criar “informa?es inver?dicas” a seu respeito.

A PF destaca o exemplo de uma publica??o de tu?te e de declara?es de um jornalista. Marcelo Ara?jo Bormevet determinou a Giancarlo Gomes Rodrigues que “mandasse bala” e “sentasse o pau” em um assessor de Barroso. Ambos estavam, ? ?poca, cedidos ? Abin.

“As a?es direcionadas ao ministro da Suprema Corte em raz?o do exerc?cio de suas fun?es al?m de atos de embara?amento de investiga?es, tamb?m perfazem atos que atentam contra o livre exerc?cio do Poder Judici?rio. Os atos direcionados para desacreditar o sistema eleitoral n?o se restringiram aos ataques direcionados aos ministros, mas tamb?m contra familiares dos membros da mais alta corte de justi?a”, escreve a PF, no documento.
Tags: Abin paralela - Ministros do Supremo

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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