Piaui em Pauta

Acusados de matar Marielle não apresentaram álibi para o dia em que o crime aconteceu.

Publicada em 16 de Março de 2019 às 08h13


RIO - Antes de serem presos, na ter?a-feira, pelo assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o ex-policial militar ?lcio Queiroz foram ouvidos pela Delegacia de Homic?dios (DH) da capital, e n?o apresentaram ?libi para o dia em que o crime aconteceu. Em depoimentos prestados h? aproximadamente um m?s, eles n?o souberam informar o que faziam entre 17h30m e 23h de 14 de mar?o do ano passado, per?odo em que se desenrolou a din?mica da execu??o. No relat?rio do inqu?rito policial entregue ? Justi?a, consta que os dois afirmaram n?o se recordar de nada daquela data. O relat?rio destaca que, “como era esperado”, os acusados, que est?o com pris?o preventiva decretada, n?o deram explica?es capazes de desfazer a suspeita que recai sobre ambos. Lessa ? apontado como o autor dos disparos, e ?lcio seria o motorista do carro usado no duplo homic?dio.

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?lcio, de acordo com o relat?rio, afirmou ter trabalhado no dia do assassinato de Marielle e Anderson pela manh? e ? tarde. No entanto, disse n?o se lembrar do que fez ap?s as 17h30m — alegou apenas que, normalmente, vai para casa por volta das 14h. Por?m, na data do crime, antenas de telefonia detectaram o celular do ex-policial na Barra, no mesmo local em que estava o aparelho de Lessa. Durante o per?odo entre a campana na Rua dos Inv?lidos, no Centro, onde Marielle participava de um evento, e a abordagem ao carro da vereadora, no Est?cio, os celulares de Lessa e ?lcio permaneceram sem movimenta??o. Estavam no mesmo local: o condom?nio na Barra onde fica a resid?ncia do sargento reformado.

Os investigadores observam que foi poss?vel constatar essa rotina “casa-trabalho” de ?lcio ao longo de fevereiro e mar?o de 2018. Por?m, a mesma an?lise n?o excluiu “os veementes ind?cios de que, no dia 14/03/2018, ele quebrara a rotina para estar junto de Ronnie Lessa na Barra da Tijuca e, mais tarde, na companhia dele, praticar o duplo homic?dio”. Para os policiais que apuram o caso, os dois acusados combinaram depoimentos. Um ind?cio ? destacado: em 1? de fevereiro deste ano, Lessa, ?lcio e um amigo em comum, Pedro Bazzanella, tamb?m citado no inqu?rito do crime, se reuniram em um restaurante da Barra. Naquele dia, Bazzanella foi ouvido na DH. Os tr?s amigos se encontraram antes do depoimento, e, depois, Lessa e Bazzanella voltaram a se reunir no local. Quando Bazzanella e ?lcio falaram sobre o que haviam feito na data, policiais descobriram que os dois n?o contaram toda a verdade. Ambos confirmaram os encontros no estabelecimento, mas omitiram a presen?a de Lessa.

Dep?sito de R$ 100 mil
Na tentativa de chegar a um poss?vel mandante do crime, investigadores verificaram que Lessa fez, em outubro de 2018, um dep?sito de R$ 100 mil em esp?cie na pr?pria conta, em um banco na Barra. O valor foi identificado em relat?rio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A DH tamb?m considera a possibilidade de o sargento reformado ter recebido um pagamento por alguma outra a??o. O dinheiro foi investido na compra de uma lancha, segundo a pol?cia.

Tags: Acusados de matar - RIO - Antes de serem

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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