Publicada em 23 de Maio de 2014 às 07h14
Imagem: Reprodu??o O ministro da Justi?a, Jos? Eduardo Cardozo, e o pr?-candidato ? Presid?ncia pelo PSDB, A?cio Neves, bateram boca nesta quinta-feira, 22, sobre a seguran?a p?blica. Em um evento em Bras?lia, Cardozo rebateu uma cr?tica do tucano, que disse que o governo federal ? omisso. "Estou espantado com as cr?ticas de A?cio. Ele ? um parlamentar com atua??o p?fia em seguran?a", afirmou o petista. Logo depois, em nota, o tucano disse ser "lament?vel" ver um ministro atuar como "militante".
"As grosserias do ministro, por maiores que sejam, s?o insuficientes para esconder a realidade do abandono da seguran?a p?blica pelo governo federal e revelam a aus?ncia de argumentos de um governo que se especializou em transferir responsabilidades", afirmou A?cio. Nesta quinta, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o tucano voltou a defender a redu??o da maioridade penal para 16 anos em casos determinados, disse que incluir? o termo "Seguran?a P?blica" no nome do Minist?rio da Justi?a e acusou o governo federal de ser "criminosamente omisso" no setor.
Tanto Cardozo quanto A?cio, quando foi governador de Minas, s?o alvo de cr?ticas de entidades da ?rea de seguran?a p?blica. Em mar?o, o ent?o governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), sucessor de A?cio, reconheceu que o problema da viol?ncia era o "maior desafio" do Estado. No ano passado, o n?mero de homic?dios subiu 6,07% em Minas – em Belo Horizonte, a eleva??o foi de 7,38%. Os tucanos alegam que Minas s? perde para S?o Paulo no ranking dos Estados menos violentos do Sudeste.
Embora a seguran?a p?blica seja responsabilidade dos Estados, o ministro da Justi?a ? cobrado pelo aumento da criminalidade no Pa?s. Em 2012, o n?mero de homic?dios no Brasil aumentou 7,6% em rela??o ao ano anterior, mais que em Minas e menos que em Belo Horizonte. O n?mero de brasileiros v?timas de homic?dio passou de 50 mil. O ministro tamb?m enfrenta cr?ticas pela superlota??o de pres?dios, viola?es de direitos humanos em delegacias e inefic?cia de programas federais de capacita??o das pol?cias.