Piaui em Pauta

Alvo da Lava Jato, Eike diz que MP faz trabalho 'excelente', mas que 'revoluções' cometem '

Publicada em 30 de Novembro de 2017 às 00h55


Acusado de corrup??o ativa e lavagem de dinheiro pela Opera??o Lava Jato, o empres?rio Eike Batista, presidente do grupo EBX, afirmou nesta quarta-feira (29), em depoimento no Senado ? CPI do BNDES, que o Minist?rio P?blico faz um trabalho “excelente”, mas que revolu?es “cometem alguns erros”.

? Siga-nos no Twitter

A declara??o foi dada ap?s Eike ser questionado pelo senador Lasier Martins (PSD-RS) sobre o motivo de o empres?rio ter sido preso pela Opera??o Efici?ncia, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
A CPI do BNDES investiga supostas irregularidades em empr?stimos do BNDES a empresas. Eike foi convocado a depor porque, segundo a comiss?o, projetos de suas empresas receberam aportes de R$ 10 bilh?es do banco p?blico.
Atualmente, o empres?rio cumpre, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), recolhimento domiciliar noturno. Ou seja, precisa ficar em casa durante a noite, aos feriados e nos fins de semana.
Dois doleiros disseram que Eike pagou US$ 16,5 milh?es (correspondentes a R$ 52 milh?es) em propinas ao ex-governador S?rgio Cabral em troca de contratos com o governo do Rio de Janeiro.
“Eu, como brasileiro, acho que o que est? sendo feito, em termos de esclarecimento, o Minist?rio P?blico, acho que tudo isso ? excelente. Meus filhos s?o brasileiros, estamos aqui querendo ver o futuro. Ent?o, estou prestando esclarecimentos e acho que o trabalho que est? sendo feito est? correto, mas, muitas vezes, esse processo, revolu?es fazem, cometem alguns erros, acontece”, ironizou Eike.
Em seguida, os integrantes da CPI questionaram se o empres?rio admitia que tinha cometido erros. Ele negou, mas antes de desenvolver o racioc?nio, foi interrompido pelo advogado e preferiu n?o continuar a resposta.
Influ?ncia pol?tica no BNDES
Em meio ao depoimento aos senadores, o empres?rio do Rio disse que, na opini?o dele, h? influ?ncia pol?tica nas decis?es do BNDES. Ele se referiu especificamente a investimentos do banco de fomento em projetos de estaleiros.

“Especificamente na ?rea dos estaleiros, era muito mais uma decis?o pol?tica do que t?cnica. Porque, [se fosse] t?cnica, eles iam bloquear”, declarou.
O empres?rio confirmou que recebeu empr?stimos nesses valores, mas disse que todos os empr?stimos tinham garantias, inclusive de bancos privados, e por isso n?o considera que tenha sido beneficiado. Os projetos, como o Porto do A?u (RJ), na avalia??o do empres?rio, eram importantes para o pa?s.
Eike disse ainda que fez “apostas erradas” em explora??o de petr?leo, o que o fez acumular d?vidas. Para quit?-las, o empres?rio afirmou que teve de vender empresas.
Ele afirmou que, talvez tenha falhado, em n?o ter comparecido mais em Bras?lia para convencer governos de seus projetos.

"Eu devia ter vindo talvez mais vezes aqui a Bras?lia. N?o sou um rato pol?tico. A fam?lia nunca foi. N?s criamos projetos para o Brasil. Eu sou um filhote do Brasil e n?o de nenhum partido. Eu estou aqui para criar projetos."


Durante o depoimento, Eike foi indagado sobre se havia feito doa?es a campanha do PT a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Ele confirmou, mas disse que a doa??o foi l?cita e n?o visava a contrapartidas. “Queria que enxergassem a import?ncia estrat?gica dos projetos que tentei”, disse.
Tags: Alvo da Lava Jato, - Acusado de corrupção

Fonte: globo  |  Publicado por: Claudete Miranda
Comente através do Facebook
Matérias Relacionadas