Piaui em Pauta

Após conquistar regime aberto, mulher do megatraficante Juan Carlos Abadia vive em flat em São Paulo

Publicada em 16 de Outubro de 2011 às 11h12


?Quatro anos ap?s ser condenada por envolvimento nos neg?cios do megatraficante colombiano Juan Carlos Abadia, sua mulher, Yessica Paola Rojas Morales, recebeu da Justi?a o benef?cio de cumprir pena em regime aberto. Fora da cadeia h? cerca de um m?s, Yessica passa agora os dias em um flat alugado na capital paulista, trabalha e estuda ingl?s.
Segundo o advogado dela, que n?o quis revelar detalhes da vida particular da cliente, Yessica “est? feliz”. “Era quest?o de Justi?a colocar a Yessica em regime aberto, pois durante todo seu encarceramento teve conduta irrepreens?vel e j? tinha cumprido o per?odo de pena que justificava no novo regime de pena”, afirma o defensor Eug?nio Malavasi.
Presa em 2007, a mulher de Abadia foi acusada de atuar como contadora dos recursos que o marido adquiria com o tr?fico de drogas. Ela foi condenada pela 6? Vara Criminal Federal de S?o Paulo pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideol?gica e forma??o de quadrilha, e pegou uma pena de 11 anos de pris?o em regime inicial fechado.

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Aos 30 anos, Yessica agora pensa em recome?ar a vida no Brasil ou na Col?mbia. Segundo Malavasi, ela aguarda decis?o do Tribunal Regional Federal da 3? Regi?o sobre um pedido de absolvi??o pelos crimes a que foi condenada. O processo est? nas m?os do desembargador Johnson di Salvo e n?o tem data para ser analisado.
Regime aberto
O advogado ingressou no ano passado com o pedido para a concess?o do benef?cio de progress?o do regime de pena. O juiz da execu??o negou o pedido com base em tr?s argumentos: a r? era estrangeira, mulher de um megatraficante extraditado para os EUA, e poderia fugir do pa?s.
“Diante das peculiaridades do caso – condi??o de estrangeira e esposa de megatraficante e gravidade dos crimes objetos da presente execu??o – a hip?tese de fuga ganha contornos concretos e desautoriza a concess?o de benef?cio”, justificou o magistrado na ?poca.
A defesa ingressou ent?o com um recurso no Tribunal de Justi?a de S?o Paulo, que tem atribui??o para executar no Estado a pena de condenados pela Justi?a Federal, e obteve sucesso. Em agosto desse ano, o desembargador Xavier de Souza disse que n?o havia motivos para negar o benef?cio e sustentou que brasileiros e estrangeiros “gozam dos mesmos direitos de acordo com a Constitui??o Federal e que n?o ? o fato de ser mulher de megatraficante que, por si s?, vai impossibilitar a progress?o de regime prisional”.
Quanto ao eventual perigo de fuga, o desembargador lembrou que Yessica cumpria pena em regime semiaberto, por decis?o do STJ, desde dezembro de 2009. Nesse per?odo, usufruiu de oito sa?das tempor?rias e, em todas elas, retornou na data determinada ao local da pris?o.
Com a decis?o do TJ, a mulher de Abadia deixou a pris?o em setembro desse ano.
Cela com ?gua quente e televis?o
Mantida at? ent?o em uma cela individual na penitenci?ria feminina de Sant’Ana, no bairro do Carandiru, o temor da dire??o da pris?o e do juiz respons?vel pela execu??o da pena era que a presa fosse alvo de uma tentativa de resgate ou v?tima de alguma repres?lia j? que Abadia, extraditado em 2008 para uma pris?o nos Estados Unidos, colaborou com a Pol?cia Federal pra garantir o benef?cio da dela??o premiada e sua extradi??o.
Na cadeia, ocupando uma cela de 9 m? com ?gua quente no banheiro, cama e TV, Yessica estudava ingl?s e trabalhava no arquivo do Centro Integrado de Movimenta?es e Informa?es Carcer?rias (Cemic).
“A minha cliente ? estrangeira, est? com seu passaporte retido, por iniciativa dela, e seu objetivo ? prestar conta com a Justi?a e, principalmente, ganhar o recurso que hoje tramita na Corte federal em S?o Paulo e ter reconhecida a sua absolvi??o”, finaliza o advogado.



Tags: Juan Carlos Abadia - mulher do megatrafic

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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