Piaui em Pauta

Após polêmica na Câmara, ajuste fiscal começa a ser votado no Senado.

Publicada em 18 de Maio de 2015 às 12h44


?Ap?s vota?es conturbadas na C?mara, as principais medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo federal v?o pautar as discuss?es no Senado a partir desta semana.
Os senadores devem dar in?cio nesta ter?a (19) ? analise da medida provis?ria 665, que muda as regras do seguro-desemprego e do abono salarial.

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Depois que a mat?ria for votada, come?am as discuss?es sobre o acesso ? pens?o por morte, objeto de outra medida provis?ria, a MP 664, e sobre altera?es no fator previdenci?rio.
A medida provis?ria 665 foi aprovada pelos deputados no dia 7, mas o texto enviado pelo Executivo sofreu altera?es. Na C?mara, o projeto gerou uma rebeli?o na base governista. At? mesmo parlamentares do PT votaram contra a proposta do governo, embora o partido tenha fechado quest?o em torno da mat?ria (veja aqui como votou cada deputado).
Assim como na C?mara, a vota??o da MP 665 no Senado promete pol?micas. L?der do governo na Casa, o senador Delc?dio do Amaral (PT-MS) admitiu que o governo ter? uma agenda "dura e dif?cil” a partir desta semana.
O Pal?cio do Planalto se articula para tentar evitar novas rebeli?es na base aliada durante a an?lise das MPs no Senado, especialmente, na bancada petista. Na C?mara, o governo teve de contar com votos de parlamentares oposicionistas, como o DEM, para passar a mat?ria.
Al?m disso, tamb?m h? expectativa de novos protestos de movimentos sindicais durante a vota??o no plen?rio do Senado.

Na C?mara, integrantes da For?a Sindical se manifestaram contrariamente ao texto. Eles chegaram a jogar pap?is que imitam d?lares no plen?rio e no Sal?o Verde da Casa (veja v?deo ao lado).
No Senado, segundo Renan Calheiros, ser? permitida a entrada de pessoas nas galerias do plen?rio para acompanhar a vota??o "desde que se fa?a com respeito".
Altera?es nas MPs
Os projetos que mudam os crit?rios para o acesso ? concess?o de benef?cios previdenci?rios e trabalhistas sofreram altera?es na C?mara que contrariam interesses do Pal?cio do Planalto.
O pacote de medidas de ajuste enviados pelo Executivo ao Congresso Nacional ?, at? o momento, o principal esfor?o da equipe econ?mica da presidente Dilma Rousseff para reequilibrar as contas p?blicas.
Nos ?ltimos meses, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem atuado como um dos principais articuladores pol?ticos dos projetos no Legislativo. Levy se reuniu, quase que semanalmente, com parlamentares da base governista e da oposi??o para explicar os impactos positivos que, na avalia??o do governo, a aprova??o das mat?rias traria para os cofres p?blicos.

Desde que foram anunciadas, as medidas provis?rias t?m sido criticadas pelos oposicionistas e at? mesmo por aliados do governo.
A principal cr?tica da oposi??o ? de que o governo est? cortando direitos trabalhistas e agindo como inimigo dos trabalhadores o que, na opini?o dos parlamentares contr?rios ao PT, ? uma “contradi??o”.

O governo tamb?m tem de conviver com cr?ticas de aliados, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O peemedebista tem repetido nas ?ltimas semanas que as medidas "sequer podem ser chamadas de ajuste fiscal", j? que afetam direitos trabalhistas e previdenci?rios.
A posi??o do presidente do Senado tem preocupado o Planalto, j? que ele ? o respons?vel por pautar e articular vota?es na Casa. Nesta quinta, por exemplo, o ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva reuniu-se com Renan, em uma tentativa de pacificar as rela?es entre governo e o presidente do Senado.

Fator previdenci?rio
Ap?s a vota??o da MP 665, os senadores dever?o se debru?ar sobre a outra medida provis?ria de ajuste das contas p?blicas. Aprovada nesta semana pela C?mara, a MP 664, que restringe o acesso ? pens?o por morte, deve motivar intensos debates na Casa porque recebeu na C?mara uma emenda que altera o fator previdenci?rio.

Atualmente o fator reduz o valor do benef?cio de quem se aposenta por tempo de contribui??o antes de atingir 65 anos (nos casos de homens) ou 60 (mulheres). O tempo m?nimo de contribui??o para aposentadoria ? de 35 anos para homens e de 30 para mulheres.

A proposta aprovada nesta ter?a-feira na C?mara institui a f?rmula conhecida como 85/95, na qual o trabalhador se aposenta com proventos integrais se a soma da idade e do tempo de contribui??o resultar 85 (mulheres) ou 95 (homens).
A flexibiliza??o da regra que inibe as aposentadorias precoces foi vista pelo Planalto como mais uma derrota do governo j? que, de acordo com estimativa inicial do Minist?rio da Previd?ncia Social – mencionada pelo l?der do governo na C?mara, Jos? Guimar?es –, o impacto da mudan?a nas contas p?blicas ser? de R$ 40 bilh?es em dez anos e de R$ 300 bilh?es em 20 anos.

Petistas defendem mudan?as
Apesar do impacto para a Uni?o, alguns senadores petistas j? se posicionaram a favor da mudan?a no fator previdenci?rio, como Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA).
Pinheiro, inclusive, deu declara?es afirmando que est? mobilizando outros parlamentares para "engrossar o coro" dos favor?veis ? mudan?a. O petista tamb?m declarou que quer o compromisso de que o Executivo manter? o texto. "Caso haja veto, vamos tamb?m trabalhar para a derrubada dele”, amea?ou.
"O l?der [do governo] sempre sofre. Sofre muito. Mas, na verdade, eu acho que a posi??o deles ? uma posi??o coerente. [...] Vamos discutir [o tema] com tranquilidade”, disse Delc?dio, ao responder perguntas sobre se a posi??o dos petistas trazia algum problema para ele resolver no Senado.
Segundo informa?es do Blog da Cristiana L?bo, o governo est? convencido de que n?o h? como arcar com as futuras despesas da flexibiliza??o do previdenci?rio e, se o Senado acolher as altera?es feitas na C?mara, a presidente Dilma Rousseff mandou avisar aos l?deres partid?rios que o caminho ser? vetar a proposta aprovada.
Tags: Após polêmica na Câm - Após votações contur

Fonte: GLOBO  |  Publicado por: Da Redação
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