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Após três anos, moradores voltam à região de Fukushima

Publicada em 23 de Abril de 2014 às 08h25


Mulher na região de Fukushima, no Japão Bloomberg-14-4-2014  Leia mais sobre esse assunto em  Mulher na região de Fukushima, no Japão Bloomberg-14-4-2014 Leia mais sobre esse assunto em  Imagem: Reprodu??oClique para ampliarMulher na regi?o de Fukushima, no Jap?o Bloomberg-14-4-2014 Leia mais sobre esse assunto em?Kazuhiro Tsuboi ? um homem feliz. Uma dezena de trabalhadores — a maioria deles parece estar aposentada — desmonta uma estrutura tubular de duas estufas situadas atr?s de sua casa na colina de Miyakoji, um distrito rural do munic?pio de Tamura, dentro da zona de exclus?o de 20 quil?metros ao redor da central nuclear de Fukushima Daiichi, na Jap?o. Quando a crise at?mica come?ou, Tsuboi foi obrigado a abandonar a sua casa e, sem ningu?m para tirar a neve no inverno, o peso pregou os tubos como se fossem de massinha e afundou as estufas. Este m?s, Tsuboi p?de regressar de forma permanente e vai levantar uma nova instala??o para cultivar arroz. saiba mais Fukushima despeja erroneamente mais 200 toneladas de ?gua radioativa Tr?s anos ap?s desastre nuclear, moradores retornam a Fukushima Leia mais sobre Terremoto de Fukushima — Minha fam?lia vive aqui h? 500 anos. Voltei por que quero viver onde nasci. N?o me importa a radia??o se eu puder ficar. Eu j? sou velho, algum dia morrerei. Mas estou preocupado com meus netos, e n?o os deixo brincar ao ar livre — disse esse homem de 67 anos. No ?ltimo 1? de abril, o governo japon?s autorizou, pela primeira vez, o regresso de forma permanente de algumas das milhares de pessoas que foram removidas h? tr?s anos da zona de exclus?o devido ao vazamento radioativo produzido como ap?s a central ser danificada pelo terremoto e pela tsunami que arrasaram a costa do pa?s em 11 de mar?o de 2011. A casa de Tsyboi — de um andar, muros brancos, vigas de madeira escura e telhado cinza — ficava dentro da zona zero, e sua fam?lia foi for?ada a abandon?-la ?s pressas no dia ap?s a tsunami. — Durante um tempo eu vivi em uma casa prefabricada em Tamura. Foi uma grande press?o psicol?gica — diz. O governo planejava levantar a proibi??o sobre Miyakoji em novembro porque considerou que, ap?s a limpeza, os n?veis de radia??o, que n?o s?o uniformes dentro dos 20 quil?metros — eram seguros. Mas a decis?o atrasou por causa da oposi??o dos vizinhos. — As pessoas t?m opini?es diferentes sobre se retornam ou n?o — diz Tsuboi, que trabalha na central de Fukushima, mas estava de f?rias no dia da tsunami. A radia??o em Miyakoji monitorada pelo governo oscilava entre 0,11 microsievert e 0,48 por hora em fevereiro, o governo declara uma zona como segura se quem vive nela tem uma exposi??o m?xima de 20 milisievert. A Comiss?o Internacional sobre Prote??o Radiol?gica recomenda uma dose anual m?xima de 1 milisevert, mas afirma que n?meros inferiores a 100 n?o produzem, estatisticamente, risco de c?ncer. Tsuboi reconhece que o fator econ?mico pesou na decis?o de voltar com sua fam?lia. Os removidos recebem uma compensa??o mensal, por pessoa, de 100 mil ienes (R$ 2,1 mil) da Tepco — a companhia propriet?ria da central de Fukushima — e se voltam recebem um valor ?nico de R$ 20 mil. A decis?o de voltar ? mais f?cil para os mais velhos. Muitos n?o t?m mais de 10 ou 20 anos de vida adiante e preferem viv?-la onde nasceram e cresceram. — Desde que voltamos nossa sa?de est? melhor — afirma Hisao Watanabe, um agricultor de 79 anos, ao seu lado, sua mulher, Misako, de 74 anos, rodeados das fotas de seus netos.

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Tags: Após três anos, mora - Após três anos, mora

Fonte: Vooz  |  Publicado por: Da Redação
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