Publicada em 03 de Agosto de 2014 às 17h19
Viaduto em obras desabou no dia 3 de julho na Avenida Pedro I, próximo à Lagoa do Nado, região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).
A queda do Viaduto Guararapes, na Regi?o da Pampulha, em Belo Horizonte, completa um m?s neste domingo (3). Desde o dia do acidente, tr?s quest?es importantes ainda n?o foram definidas: o resultado da per?cia oficial da Pol?cia Civil, a demoli??o ou n?o da al?a que n?o desabou e a libera??o do tr?nsito no trecho da Avenida Pedro I.
O Viaduto Guararapes desabou na tarde do dia 3 de julho. Um micro-?nibus, um carro e dois caminh?es foram atingidos. Duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas.?A per?cia oficial da Pol?cia Civil iniciou, na ?ltima sexta-feira (1?), a etapa de an?lise do pilar que afundou no dia do desabamento. Este resultado ? fundamental para determinar as causas do acidente. J? a demoli??o da al?a, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), n?o est? relacionada com a conclus?o da per?cia.
Imagem: Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura PressViaduto em obras desabou no dia 3 de julho na Avenida Pedro I, pr?ximo ? Lagoa do Nado, regi?o da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).
A administra??o municipal afirma que analisa um projeto para demoli??o elaborado por uma empresa especializada indicada pela construtora Cowan – respons?vel pela obra do viaduto. N?o h? um prazo estipulado para esta defini??o, de acordo com a PBH.
Para a conclus?o da per?cia, a Pol?cia Civil tem 30 dias, que v?o ser contados a partir do t?rmino da an?lise do pilar. Neste s?bado (2), t?cnicos da per?cia ainda trabalhavam no local. O resultado ? esperado pela Prefeitura, pelo Minist?rio P?blico e pelas empresas envolvidas Cowan e Consol – esta respons?vel pelo projeto executivo – e vai delinear novas a?es.
O engenheiro e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Avalia?es e Per?cias de Engenharia de Minas (Ibape), Clemenceau Chiabi Saliba J?nior, considera normal o tempo gasto com os trabalhos no local da queda. Ele destacou que o “processo de retirada dos escombros teve que ser muito cuidadoso, para n?o contaminar o local do pilar”.
A Pol?cia Civil n?o informou detalhes sobre o andamento da per?cia. Para o especialista, os principais pontos que devem ser esclarecidos s?o em rela??o ao projeto executivo e a execu??o da obra com base nele. A Cowan afirma que a queda do elevado aconteceu por causa de erro na concep??o do projeto, j? a Consol nega esta falha.
O prazo para conclus?o do inqu?rito termina neste domingo (3), por?m a corpora??o j? informou que o delegado Hugo e Silva, respons?vel pela investiga??o, vai pedir a prorroga??o na Justi?a.
Moradores vizinhos
Por medida de seguran?a, os moradores de um conjunto de pr?dios vizinhos ao local do acidente foram orientados a sair de casa. Segundo a Defesa Civil, de 34 fam?lias, 20 se hospedaram em um hotel pago pela Cowan. Outras 14 fam?lias permanecem nos im?veis. N?o h? previs?o para o retorno dos moradores.
O ?rg?o informou que acompanha todos os trabalhos na ?rea, garantindo a seguran?a dos envolvidos e evitando desastres secund?rios. A Defesa Civil instalou um posto de comando no local do acidente para auxiliar os moradores.